Museu Nacional de Soares dos Reis

Museu Portuense

Com mais de dois séculos de história, o Museu Nacional Soares dos Reis é o museu público mais antigo de Portugal.

Museu Nacional de Soares dos Reis
Interior do museu / Ao fundo a estátua do Conde de Ferreira, MNSR

O Museu Nacional de Soares dos Reis está instalado no Palácio dos Carrancas, construção de finais do séc XVIII que sofreu várias adaptações para esta nova função.

A entrada faz-se pela porta principal do palácio, sendo o rés-do-chão ocupado pela Recepção, onde o visitante encontra a informação necessária à sua visita.

Está disponível um desdobrável com informações genéricas sobre o museu, em português e inglês e outros desdobráveis de apoio a visitas para crianças acompanhadas por adultos.

O Visitante tem à sua disposição um serviço de bengaleiro e cacifos com chave.

Está também disponível uma cadeira de rodas para Visitantes com necessidade de apoio no percurso de exposição. O acesso a todos os espaços públicos é garantido por rampas ou elevador.

À esquerda da Recepção, situa-se a Loja do Museu, onde se podem encontrar as publicações, bem como réplicas ou objectos inspirados em peças das colecções dos Museus e Palácios do IMC.

Atravessando a Loja, chega-se à Cafetaria. Aqui pode tomar um café, lanchar ou almoçar. Estão disponíveis no site as ementas semanais. Com bom tempo a Cafetaria usa o espaço do antigo picadeiro do palácio como esplanada.

Do lado direito da Recepção está uma das salas de Exposição Temporária do Museu.

Museu nacional Soares dos Reis

Horário

De terça a domingo, das 10:00 às 18:00 horas.
Fechado às segundas, 1º de janeiro, Domingo de Ressurreição, 1º de maio e 25 de dezembro.

Preço

Adultos: 5.
Cartão Porto Card, maiores de 65 anos e jovens entre 15 e 25 anos: 50% de desconto.
Cartão jovem: 2,50.
Menores de 12 anos: entrada gratuita.
Domingos e feriados até as 14:00: entrada gratuita.

Lugares próximos

Jardins do Palácio de Cristal (328 m)

Livraria Lello e Irmão (586 m)

Igreja e Torre dos Clérigos (656 m)

Museu nacional Soares dos Reis
Auto-retrato, Aurélia de Sousa, século XIX (c. 1900), Pintura MNSR

História

O Museu Nacional de Soares dos Reis é o primeiro museu público de arte do país, tendo sido fundado em 1833 sob a égide do liberalismo. Destinou-se a recolher os bens confiscados aos conventos abandonados do Porto e aos extintos de fora do Porto (mosteiros de S. Martinho de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra). O saque decorreu durante a guerra civil que opôs absolutistas e liberais, chefiados pelo regente D. Pedro, duque de Bragança.

Com a designação de Museu Portuense de Pinturas e Estampas, instalou-se no Convento de Santo António, na zona oriental da cidade (Jardim de S. Lázaro), sob direcção do pintor João Baptista Ribeiro. Seguia um programa cultural e pedagógico inovador, de apoio aos artistas da Academia Portuense de Belas Artes e divulgação da arte mediante a organização de exposições públicas. Foi confirmado por D. Maria II em 1836, no âmbito das reformas da instrução pública levadas a cabo pelo ministro Passos Manuel.

Em 1839 o acervo do Museu transitou para a direcção da Academia Portuense de Belas-Artes, o que levou a um fortalecimento da relação entre o museu e o ensino artístico no século XIX. O contributo da galeria de S. Lázaro consistia na organização das exposições trienais que tiveram como resultado a reunião de pintura e escultura do Porto oitocentista. Esta colecção forma uma das partes mais consistentes do acervo documentando o retrato, a cena de costumes e a paisagem de influência naturalista.

No âmbito das reformas institucionais da República em 1911, com uma política museológica descentralizada e tendente à especialização, inscreve-se a criação do Museu Soares dos Reis, evocativo do primeiro pensionista do Estado em escultura pela Academia Portuense de Belas Artes: António Soares dos Reis, o célebre autor do Desterrado.

Com o Estado Novo valoriza-se a conservação do património e acentua-se o papel do museu como lugar de memória de toda uma nação que se quer forte e coesa. É neste sentido que em 1932 o museu centenário adquire o estatuto de Museu Nacional, o que lhe vai proporcionar a independência face à tutela académica e a expansão patrimonial.

A instalação no Palácio dos Carrancas em 1940 faz parte do percurso recente do Museu, na altura sob direcção de Vasco Valente. O edifício neoclássico foi adaptado a novas tendências museográficas de iluminação zenital (laminar) e dotado de condições de preservação nas galerias de arte, com recurso a critérios de exibição de ambientes no andar nobre, evocativos de estilos ou épocas.

Esta fase integra-se no âmbito das Comemorações Nacionais de 1940 cujo programa previa certames de grande exaltação patriótica. A inauguração da exposição A Obra de Soares dos Reis celebrou o início de uma etapa importante na história do museu que situava a cultura do Porto num lugar de relevo.

Finalmente em 1942 procedeu-se ao depósito das colecções do extinto Museu Municipal do Porto, com secções muito variadas desde a pintura às artes decorativas passando pela lapidária e a arqueologia conferindo ao museu clássico de Belas-Artes um carácter misto.

À medida que se estruturava o acervo promovia-se o estudo e divulgação das colecções e estabeleciam-se novas práticas culturais, com destaque para as exposições temporárias e a edição da revista Museu pelo Círculo Dr. José de Figueiredo.

A atracção de novas colecções marca a tendência do MNSR na década de 1950. O vector que a define orienta-se para a procura de uma certa modernidade manifesta pela aquisição de obras de autores contemporâneos, adeptos de correntes artísticas ainda em definição. Deve-se à direcção do escultor Salvador Barata Feyo, professor de escultura da Escola de Belas Artes do Porto, o qual foi director interino do MNSR entre 1950 e 1961.

Dos anos 60 até à actualidade têm vindo a registar-se esforços no sentido do incremento das relações com o público. Notar que aquela época ficou marcada pela realização de experiências inovadoras nos domínios da divulgação cultural, com a realização de exposições temporárias e a acção educativa.

A vertente educativa desenvolveu-se sob a direcção de Manuel de Figueiredo, em que o Museu viu emergir o Serviço de Extensão Escolar, com actividade dirigida a crianças, que participavam nas visitas orientadas (em regime de diálogo) e num atelier infantil. O sentido didáctico destas acções educativas alargou-se a todos os graus de ensino, traduzindo o aumento do interesse da Escola pela instituição museológica.

A dinâmica revolucionária do 25 de Abril de 1974 traduziu-se em novos apelos a artistas jovens, deixando em definitivo para trás uma óptica coleccionista e propondo-se a abertura do espaço fechado do museu clássico a uma nova arte e a um novo público, geradores de vitalidade e dinamismo.

Reporta-se a meados de 1970 a colaboração com o Centro de Arte Contemporânea (C.A.C.), de cuja actividade se partiu para o projectado Museu Nacional de Arte Moderna, actual Fundação de Serralves. Documenta uma época que pôs em causa definitivamente o carácter conservador e tradicional da instituição museológica, revelando um certo impulso actualizador, iniciado já com Barata Feyo nos anos de 1950.

A última década do século XX, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, assinala o projecto de remodelação do Museu Nacional de Soares dos Reis da autoria do arquitecto portuense Fernando Távora. Visou melhorar a exposição permanente e o alargamento dos espaços de reserva, a criação de áreas de exposições temporárias, auditório, zonas de lazer e serviços. A preservação e o estudo das colecções, a divulgação cultural e a actividade do serviço de educação, com apoio de uma sala multimédia, configuram um enquadramento novo em matéria da salvaguarda do património e acção educativa do Museu.

Museu nacional Soares dos Reis
As Casas Brancas de Capri, Henrique Pousão, Sécuço XIX (1882), Pintura MNSR

 Museu Nacional de Soares dos Reis

Igreja de São Francisco no Porto

Igreja de São Francisco no Porto

Monumentos Históricos

 A construção iniciou-se no século XIV como parte de um convento Franciscano. É notável pelo seu conjunto de talha dourada barroca do século XVIII
Palácio da Bolsa do Porto

Palácio da Bolsa do Porto

História & arquitectura
Com uma mistura de estilos arquitectónicos o edifício apresenta em todo o seu esplendor, traços do neoclássico oitocentista, arquitectura toscana, assim como o neopaladiano inglês.
As origens da Livraria Lello remontam a 1881, quando os irmãos José e António Lello abriram, no Porto, um estabelecimento dedicado ao comércio e edição de livros. (…)
Fica a par das novidades!

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