GNR: 40 anos de Porto ao peito

Grupo novo rock chega aos 40 anos de carreira

A celebrarem 40 anos de carreira, os GNR são provavelmente a maior banda portuense ainda no ativo. Formados em 1980, os GNR que até estiveram para se chamarem Trompas de Falópio deram o primeiro concerto da carreira na Igreja do Carvalhido, no Porto, em 1981 e desde então nunca mais pararam.

São inumeras as referências à cidade que os viu nascer, não apenas nas suas canções, mas também na critica social que, principalmente o seu vocalista – Rui Reininho – já nos habituou durante os seus espetáculos ao vivo. São 40 anos de Porto ao peito.

Se o atual contexto de pandemia não deixar que seja antes, a celebração oficial dos 40 anos de carreira está marcada para o festival Douro Rock, a ter lugar entre os dias 5 e 7 de agosto de 2021, no Peso da Régua.

a história dos gnr

GNR (sigla de Grupo Novo Rock), banda de pop rock, formada no Porto, em 1980, por Alexandre Soares (vocal e guitarra), Vitor Rua (guitarra) e Tóli César Machado (bateria). Inobstante de o grupo ter surgido com o “boom do rock português”, os membros consideram que estiveram à margem do fenómeno, pois quebraram barreiras e criaram uma nova sonoridade em Portugal. Atualmente a banda é constituída por Tóli César Machado (guitarra, teclas e acordeão), Jorge Romão (baixo) e Rui Reininho (vocal).


O estilo musical foi classificado no início da carreira como pós punk, patente nos singles “Portugal na CEE” e “Sê Um GNR”, ambos de 1981, em que tiveram uma orientação amplamente provocadora e com um bom volume de vendas. Com a entrada de Rui Reininho, em 1981, a escrita das canções começou a conter um refinado humor e sarcasmo, complementadas por composições engenhosamente mirabolantes, que passaram a ser a imagem de marca da banda. Posteriormente exploraram vertentes de música experimental e pop de vanguarda no primeiro álbum, Independança (1982), que resultou num fracasso nas vendas mas com rasgados elogios da crítica musical. Após algumas mudanças no seio da formação, seguiram uma tendência maioritariamente pop rock, fruto da mirífica e distinta criação musical de Tóli César Machado, com destaque para os trabalhos Psicopátria e Valsa dos Detectives de 1986 e 1989, respetivamente, que conquistaram discos de prata, com vendas superiores a 15 mil unidades.

No álbum In Vivo (1990) ultrapassaram as 60 mil cópias vendidas, obtendo a platina, mas foi com Rock in Rio Douro (1992) que atingiram o apogeu da carreira arrecadando quatro discos de platina e a proeza de serem a primeira banda portuguesa a realizar concertos que encheram dois estádios de futebol – Estádio José Alvalade (1992) e Estádio das Antas (1993) – entre outros memoráveis concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto, Theatro Circo, Pavilhão Atlântico e Casa da Música. Os temas que consagraram a banda foram “Portugal na CEE”, “Dunas”, “Efectivamente”, “Vídeo Maria”, “Morte ao Sol”, “Sangue Oculto”, “Pronúncia do Norte” e “+ Vale Nunca”, entre outros, incluídos no repertório habitual dos concertos.


São igualmente marcos importantes, as participações em eventos de relevância musical, tais como o Rock in Rio – Lisboa 2006, ou Super Bock Super Rock, em 2016, bem como a distinção, por diversas ocasiões, como a “melhor banda de pop rock nacional”. Em 2005, obtiveram o devido reconhecimento pelo trabalho de décadas, ao serem condecorados com a “Medalha de Mérito Cultural”, das mãos do Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio e em 2016 receberam da Sociedade Portuguesa de Autores a “Medalha de Honra da SPA”. O grupo realizou várias ações de sensibilização social e dedicou-se a causas filantrópicas. Em 2014 tornaram-se discograficamente independentes com a criação da editora própria e, em 2015, foi publicada a biografia oficial da banda.


A 12 de janeiro de 2015 foi gravado o décimo segundo álbum de estúdio Caixa Negra e lançado nos escaparates a 23 de março. O disco contém nove inéditos e recupera o tema “Desnorteado”, de 1984, numa nova versão. Na análise de Tóli, a elaboração desse novo trabalho foi “um bocadinho voltar ao início, com menos convidados, e retomamos o som dos GNR, aquelas marcas da banda, nas baterias, nas guitarras, um som mais limpo, com menos instrumentos”. Num retorno à sonoridade pop rock, o músico acrescentou: “O facto de termos ido só nós os três para estúdio era importante. Um pouco o regresso ao passado.” Foram extraídos os singles “Cadeira Eléctrica”, como tema de apresentação, a 5 de dezembro de 2014, “Caixa Negra” a 25 de setembro de 2015, e por fim, a 4 de julho de 2016, a balada “Dançar SOS” presenteou os fãs com um teledisco do envolvente dueto entre Reininho e Rita Redshoes. Caixa Negra foi ainda lançado no formato vinil, no dia 18 de abril de 2015, inserido no evento Record Store Day – que celebra o dia das lojas de discos e da música em formato físico – criado nos Estados Unidos, em 2007. Os GNR regressaram assim à edição em vinil, desde o álbum Sob Escuta de 1994, numa tiragem limitada a 250 cópias pela Rastilho Records.

No mês de setembro a revista Blitz distribuiu o CD Afectivamente ao Vivo (2015), gravado no dia 22 de maio no Theatro Circo em Braga. O álbum apresenta dezoito faixas acústicas que revelam um espetáculo intimista, semelhante aos concertos realizados em 2013.  Para Tóli, trata-se de um disco “de palco” e era o que a banda gostaria de ter gravado na altura dos Voos Domésticos, mas reconhece que “temos agora a oportunidade de fazer aquele disco que já queríamos que tivesse saído. E agora já é mais atual.”

No dia 23 de outubro regressaram ao Coliseu do Porto para um concerto que contou com as participações de Tim, Rita Redshoes, dos trompetistas Ivo Rodrigues e Bento Aruda, Los Cavakitos e ainda do futebolista Helton.


A 1 de Outubro de 2018, Dia Mundial da Música, os GNR divulgaram através das redes sociais o novo tema “Quem?”. Para o letrista e vocalista da banda, a canção “é uma afirmação para quem não duvida que este percurso musical se fez de ondas de rádio, montanhas russas de estradas e centenas de palcos por esses mundos fora e círculos fechados nos discos, vídeos e CDs e hoje também em streaming”. O tema foi apresentado ao vivo pela primeira vez na rádio M80, no dia 8 de outubro. O teledisco, filmado no Porto, foi realizado por Marco Oliveira e teve a participação da atriz Mikaela Lupu.

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