Fado ao Vivo no Porto

As melhores casas de Fado do Porto

Fado no Porto sem jantar: onde ouvir?

  Ideal Clube de Fado

Até há poucos anos atrás, ouvir Fado profissional ao vivo implicava quase sempre jantar numa Casa de Fado ou num restaurante. O cenário mudou e vamos apresentar-lhe dois espaços no Porto onde pode ouvir Fado de qualidade, ao fim pôr do sol, num ambiente adequado à música e sem necessidade de  jantar.

O Ideal Clube de Fado é um grémio de artistas que se distingue pela sua dedicação à preservação e disseminação do Fado Tradicional.Tratam-se de concertos para quem procura Fado autêntico e artístico.

Cada concerto é um ato de criação ao vivo, uma experiência irrepetível que se refaz todos os dias e bebe do manancial inesgotável desta estranha forma de vida que é ser de Portugal.

Às 17:30, antes de cada atuação, há sempre um momento de conversa com os músicos onde se fala sobre as singularidades e a prática do Fado.

Os concertos realizam-se num espaço vintage e acolhedor no Centro Histórico do Porto com um ambiente intimista e descontraído. É oferecido um copo de vinho do Porto.

Preço: 5 – 15€
Horário: 18:00
Morada: R. da Galeria de Paris 64, 4050-284 Porto

Um momento ao final da tarde dedicado à verdadeira arte do Fado, sentindo a música perto dos artistas, sem microfone, num espaço vintage e acolhedor

Casa da Guitarra

Fado ao vivo no Porto.

De acordo com Amália Rodrigues, “O que interessa é sentir o fado. Porque o fado não se canta, acontece. O fado sente-se, não se compreende, nem se explica.”

A proposta do “Fado ao vivo no Porto” é oferecer a essência deste gênero musical em uma noite de puro encanto. Durante o concerto de uma hora, você irá entrar em contato com elementos culturais únicos de Portugal – o fado, os instrumentos de corda típicos do país e o vinho – todos profundamente conectados à história portuguesa.

A performance acústica de fado é realizada em um ambiente intimista, sendo apresentada por uma cantora acompanhada de um violonista português e um especialista na viola de fado, que ocasionalmente irá emprestar sua voz a algumas canções. Um vinho do Porto tradicional será servido durante o interlúdio para completar a sua noite.


Inclui:

Espectáculo de Fado ao Vivo;

Degustação de vinho do Porto;

Dias: Segunda a Domingo

Horários: 18h e 19h30

Valor: 15€

Local: Sé do Porto

Avenida Vímara Peres, 49, 4050-294, Porto (Mais info na Reserva)

De acordo com Amália Rodrigues, "O que interessa é sentir o fado. Porque o fado não se canta, acontece. O fado sente-se, não se compreende, nem se explica."

Fado à Capela

Fado à Capela - Catarina Almada

Catarina Almada na Capela Incomum

Como habitual às quintas feiras temos Fados com a Catarina Almada, na companhia de baco na Capela Incomum.
Mas estes momentos não são possíveis sem a presença dos amigos e todos os que sentem o Fado.

Biografia de Catarina Almada:

Portuense de Gema, com costela Minhota e Lisboeta, Catarina Almada canta o Fado como ela é.

Cedo foi viver para Lisboa, onde durante 8 anos passeou pela Música, foi apresentada ao Fado e se apaixonou perdidamente. Agora regressa ao seu Porto, com a missão de trazer ao Norte e ao Mundo as suas vivências e o seu Fado.

Local: Travessa do Carregal 77, 4050-167 Porto

 Capela Incomum, um wine bar em Cedofeita que fica numa antiga capela do século XIX com altar e tudo!

Horário: 
15h – 22h 
Encerra: Terça e Domingo
Telefone: 936 129 050

 

Cedofeita

Fado no Porto com jantar: onde ouvir?

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A Casa da Mariquinhas

Em 1968, fez se história porque D. Heitor Gil de Vilhena fez um pacto com o fado, surgindo assim a catedral do fado no Porto, a Casa da Mariquinhas.

A Casa da Mariquinhas situa-se em pleno coração da cidade, no típico bairro da Sé ,em frente ao Arco de Santana, imortalizado por Garret e aos pés da Sé Catedral.
Com 50 anos de história este mítico local transpira fado pelos poros das paredes de granito,por aqui passaram e continuam a passar todos os grandes nomes do fado nacional, que sem microfones, com a maior intimidade e proximidade ao público fazem com que a Casa da Mariquinhas seja o local ideal para apreciar o melhor fado que pelo porto se canta e toca, acompanhado pela melhor gastronomia tradicional portuguesa pela mão da Chef. Sandra Santos e pelos melhores néctares do nosso douro.
Para quem vem ao Porto é incontornável uma visita a este estabelecimento reconhecido como de interesse histórico e cultura.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

Segundas,terças, quartas e quintas:
20h00m – 00h00m

Sextas e sábados:
20:00m às 00:30m

CONTACTOS E LOCALIZAÇÃO

Rua de São Sebastião, nº 25
4050-568 Porto, Portugal

TELEFONE

+351 915 613 877

info@casadamariquinhas.pt

A única casa de fados com a distinção de estabelecimento de interesse histórico e cultural.

Mal Cozinhado

O restaurante típico Mal Cozinhado, fica situado num edifício do Séc. XIV, e bem na zona Histórica ribeirinha do Porto, é um ex-líbris da cidade. Fica a cerca de 2 metros a cima do nível das águas do Douro.

As paredes laterais e as traves em Madeira são genuínas e contam já com 6 séculos de existência.

Embora não se saiba o que foi noutros tempos mais longínquos. Sabe-se no entanto que era pertença da Wall & Ca (Inglesa), e passou a ser restaurante em 1976 com o nome de Távola Redonda. O autor dessa transformação foi o sr. Fernando Valente Maia.

O nome Mal Cozinhado conta já com cerca de 600 anos. Era na altura um restaurante muito frequentado pelo Poeta português Luís Vaz de Camões.

Neste restaurante e Casa de Fado passaram grandes artistas portugueses conceituados em todo mundo, cujos nomes não serão esquecidos, sendo um desses nomes o símbolo por excelência do fenómeno Fado, a Da Amália Rodrigues.

Espectáculos de Fado de segunda a sábado das 21:00h até ás 24:00h.

CONTACTOS E LOCALIZAÇÃO

Rua do Outeirinho, Nº13

4050-450 Porto

+351 222 081 319

reservas@malcozinhado.pt

Restaurante Típico - Casa de Fados

Fado na Casa da Música

Todos os meses, o Restaurante Casa da Música transforma-se em uma  Casa de Fados, em que o fado é “servido à mesa” por intérpretes de eleição, honrando a nossa melhor tradição, mas também a contemporaneidade da canção portuguesa por excelência. São noites perfeitas que celebram a alma, a gastronomia e a música que é património da humanidade.

CONTACTOS E LOCALIZAÇÃO

Casa da Música – Piso 7
Avenida da Boavista, 604-610
4149-071 Porto

Reservas
T +351 220 107 160
restaurante@casadamusica.com

Eventos
T + 351 220 120 218
F + 351 220 120 298
comercial@casadamusica.com

 

Restaurante da Casa da Música

Taberna Real do Fado

Ir à Taberna Real do Fado no Porto, não é unicamente ir a uma Casa de Fado, é encontrar-se com a cultura musical do Povo Português em toda a sua essência. Lá o Fado acontece de Segunda a Sábado, sempre acompanhado da boa Gastronomia Portuguesa e de uma excelente Carta de Vinhos.

Inaugurada em Março de 2017, a Taberna Real do Fado está situada numa das zonas mais movimentadas da Cidade junto aos Clérigos, na rua onde nasceu o Poeta Almeida Garrett.

MORADA

Rua do Dr. Barbosa de Castro, 58
4050-090 Porto
Portugal

TEL

+351 927 755 914
Disponivel entre as 14h e as 00h

EMAIL

info@realfado.pt

Restaurante Típico - Casa de Fados

As melhores casas de Fado do Porto

A Origem do Fado...

Fado no Porto ao vivo

Define-se como género musical português, interpretado por homem ou mulher – fadistas – e onde se utiliza, por norma, uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica. O andamento lento do Fado está associado à nostalgia e à melancolia, sobretudo quando as letras fazem referência a temas como a saudade e o amor. Por oposição, o andamento rápido é utilizado nas interpretações de temáticas satíricas, irónicas ou humoristas.

Desde a sua origem o Fado é sinónimo de destino, fatalidade, melancolia e saudade, fazendo paralelamente uso de outros modos de expressão como os géneros humorísticos e a crítica política e social.

 

A história do fado…

A complexidade em definir com exatidão a origem do Fado está na base da proliferação de teses, teorias e opiniões entre os seus estudiosos, quanto à sua génese: uns defendem uma raiz africana, outros, uma procedência afro-brasileira, outros ainda, uma origem portuguesa.

Dentre estas diversas perspetivas, os consensos convergem para uma origem afro-brasileira do Fado, provindo de uma dança, o Lundum (originária da África Ocidental), dançada no contexto colonial do Brasil, mas conhecida em Portugal desde o séc. XV. O ritmo lento e cadenciado do Lundum está muito próximo das versões cantadas do Fado no século XIX. 

De facto, o Fado afirma-se a partir de 1820, no contexto urbano e marginal de Lisboa, sendo cantado em ruas, tabernas, mas também em touradas, feiras e romarias, teatros, coletividades e em tantas outras manifestações, popularizando-se rapidamente. Desta época foi imortalizado um nome, Severa – Maria Severa Onofriana (1820-1846), figura icónica associada ao Fado e que cantava no Bairro da Mouraria. 

A partir da década de 30 do séc. XX este paradigma sofre uma alteração significativa e o Fado adquire outro estatuto, passando a ser interpretado em restaurantes, por norma pequenos e com decoração que faz uso de iconografia associada a este género musical e com um programa regular de sessões de fados muitas vezes com cartaz fixo de fadistas. As casas de fado proliferam entre a década de 50 e 60 do séc. XX nos bairros típicos de Lisboa. Alfredo Marceneiro (188-1982) – outro nome de relevância do Fado, inicia a sua carreia aos 14 anos cantando o Fado nos bairros populares e tendo alcançado grande fama que prevaleceu ao longo da sua vasta carreira.

A massificação popular do Fado, nas décadas de 50 e 60, é devedora da importância que a rádio passa a ter na sua difusão, fenómeno que também se explica à luz do impulso da indústria discográfica. 

Utilizado pelo Estado Novo como veículo propagandístico do regime, o Fado entra em decadência na década de 70, concorrendo para esta situação o desinteresse dos média na sua difusão, o afastamento do público atraído por outro tipo de músicas, sobretudo estrangeiras, a emergência das músicas de intervenção, de oposição ao regime, que adquirem um estatuto privilegiado durante e pós o 25 de Abril e a diminuição drástica de espetáculos de Fado no país e no estrangeiro.

 

Património Musical Português

Em 1980 o Fado é reconhecido como Património Musical Português, passando a ser visto com interesse nos meios musicais internacionais e despertando, de novo, a atenção da indústria discográfica. Todavia esbate-se o seu peso face a outros géneros musicais. Neste período, apesar de uma sentida mudança, somente os fadistas de primeiro plano conseguem gravar e manter uma agenda de espetáculos regular sobretudo no estrangeiro, como sucede com Amália Rodrigues, nome maior do Fado e figura incontornável da sua história. A primeira aparição pública de Amália sucede em 1935 e a sua estreia como profissional em 1939, na qualidade de solista nas festas dos santos populares. Desde cedo aclamada pela crítica, Amália inicia na década de 50, digressões pelos cinco continentes, internacionalizando-se a si e ao Fado como género musical português. Falar de Amália é falar também de inovação no Fado destacando-se em particular a incorporação da poesia de David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Mello, Alexandre O’ Neill e Vasco de Lima Couto, entre outros. O seu repertório musical incluía ainda o cancioneiro de Garcia de Resende e Camões e poemas da sua autoria. A Amália se deveu a adoção dos vestidos negros e dos xailes, indumentária que passa a estar associada ao fado interpretado no feminino.

 

Uma nova geração de fadistas

Na década de 90, a incorporação de novos estilos e o recurso a uma variedade de instrumentos como o contrabaixo, o acordeão, a tuba e o saxofone deram origem a novas sonoridades no Fado, inovações que haviam sido experimentadas com notável êxito com Alain Oulman e Amélia Rodrigues e Carlos do Carmo. A estes fatores acresce ainda a formação musical, cada vez mais eclética, dos intérpretes que concorreu para dotar o Fado de um timbre de erudição, assumindo protagonismo no contexto cultural do país e distanciando-se das componentes de espontaneidade e improvisações que estiveram na sua origem e que ainda subsistem em algumas casas de fado amador.

Neste contexto, a partir de 2000, uma nova geração de fadistas alcança notoriedade nacional reforçando a internacionalização deste género musical. Nomes como Mariza, Mísia, Cristina Branco, Mafalda Arnauth, Camané, Ana Moura, Carminho, António Zambujo, entre outros, conquistaram êxitos assinaláveis e reforçaram a projeção do Fado tanto em Portugal, como no estrangeiro.

O Fado obteve em 2011 da UNESCO, a classificação de Património Imaterial da Humanidade. É hoje uma marca associada à identidade de Portugal.

"O Fado" José Malhoa (1910)

“O Fado” José Malhoa (1910)

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“O FADO” de José Vital Branco Malhoa nasceu nas Calda da Rainha em 1855, e faleceu em 1933, em Figueiró dos Vinhos. Deixou a sua terra para  aprender o ofício de entalhador na Capital do País, mas o destino mudou a sua arte para a Pintura. Frequentou a Academia de Belas Artes de Lisboa e foi um atento observador da Mouraria, zona que o inspirou para a criação do seu célebre quadro “O Fado”.

 

Curiosidades sobre a Pintura de José Malhoa.

Na época, os pintores contratavam modelos vivos para melhor poder expressar a sua arte, foi na Rua do Capelão que Malhoa contratou o Ambrósio Guitarrista e a Adelaide da Facada (tinha na face esquerda uma grande cicatriz e talvez por esse facto ela a encubra com a mão, virando a cara ao pintor). O Ambrósio Guitarrista por ser desordeiro passava mais tempo no calaboiço do que em liberdade, facto este que fez atrasar, em muito, a conclusão da pintura. Recriando no seu atelier (Casa António Anastácio) um cenário natural, esta obra foi finalizada no ano de 1910. Nem sempre o quadro de Malhoa foi conhecido por “O Fado”. Em 1912 esteve exposto em Paris com o nome “Sous le Charme”, em Buenos Aires “Será Verdade” e em Liverpool “The Natice Song”. Em 1917 foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa pelo valor de quatro mil escudos.

O “Fado” de Malhoa retrata uma cantadeira acompanhada por um tocador que ostentava com um sentimento profundo a sua banza (Guitarra Portuguesa).  No quadro não faltam ainda pequenos pormenores como a imagem de Cristo na parede onde as mágoas eram afogadas no fundo de uma garrafa de vinho.

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