Divulgação de Eventos Culturais no Porto

MMIPO - Museu da Misericórdia do Porto

Arte Sacra & História

O MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto encontra-se em pleno centro histórico, na rua das Flores

MMIPO Museu da Misericórdia do Porto 1

Museu DA Misericórdia DO PORTO

Ao longo dos séculos, o edifício sofreu várias alterações, sendo a mais recente a sua adaptação para funções museológicas.

O Museu apresenta-se com o duplo objetivo de dar a conhecer a história da Santa Casa da Misericórdia do Porto e os seus propósitos institucionais, bem como divulgar as suas coleções de arte, através da disponibilização de um conjunto de recursos que traduzem a memória e a identidade desta organização, projetando-a para o futuro.

A visita ao Museu é também uma oportunidade para conhecer melhor o passado e o presente desta área da cidade.

O percurso museológico integra a Igreja da Misericórdia, construção do século XVI que recebeu uma grande intervenção no século XVIII protagonizada por Nicolau Nasoni, e a Galeria dos Benfeitores, exemplar da arquitetura do ferro e vidro da cidade.

MMIPO Museu da Misericórdia do Porto 2

 Fons Vitae (Fonte da Vida) - Colijn de Coter

 

Obra maior da pintura flamenga, o Fons Vitae é testemunha da pujança da cidade e das suas ligações ao Norte da Europa, no século XVI.

Fons Vitae (Fonte da Vida), com autoria atribuída a Colijn de Coter, está datado de cerca de 1515-1517. É um quadro de grande envergadura (267 x 210 cm), pintado a óleo sobre madeira de carvalho.

O tema da Fons Pietatis, central na pintura, teve grande difusão na época medieval no norte e centro europeu, ligando-se ao “Juízo Final”. Está associado ainda ao culto do “Santo Sangue” e, a partir deste, a muitas outras variantes que colheram grande recetividade devocional, como o culto do “Santo Lenho e da Vera Cruz”.

Assim, dois importantes temas iconográficos convergem no Fons Vitae:

> No plano terreno, a iconografia régia de D. Manuel I, sendo esta, porventura a única obra existente em que o monarca é retratado com os atributos inerentes à sua ideologia política e quadro espiritual;

> No plano celeste, o tema do “Calvário” associado ao da “Fonte da Vida” e da “Piedade”, sendo que o escudo de armas português incluiu a cruz de Cristo e as cinco chagas.

Dada a complexidade do tema e a sua associação à ideologia régia, a pintura poderá ter sido encomendada na Flandres para a Misericórdia do Porto. Seguramente, a encomenda foi realizada por alguém ligado à Misericórdia que frequentava o círculo mais íntimo do monarca.

Fons Vitae (Fonte da Vida)
Atribuído a Colijn de Coter
Óleo sobre madeira de carvalho
Origem – Flandres
C. 1515-1517
267 x 210 cm

MMIPO - Museu da Misericórdia do Porto igreja_SCMP

Igreja da Misericórdia

Em 1550, a casa de despacho da Misericórdia do Porto na rua das Flores estava operacional e a igreja, no seu lado sul, seria benzida em 1559 pelo bispo do Porto D. Rodrigo Pinheiro. Nesse mesmo ano, indica-se que o mestre da obra era Manuel Luís.

A bênção da igreja, porém, não significou que ela estivesse concluída. Só em 1564, a abóbada de berço com caixotões de granito que cobria a nave foi terminada. Contudo, os acabamentos prolongaram-se até 1568.

No frontispício, recuado em relação à frente da casa de despacho, a igreja exibia um pórtico coríntio.

A capela-mor, todavia, só se construirá entre 1584 e 1590. O mesmo mestre Manuel Luís foi o seu projetista, com um plano semelhante ao da capela-mor da igreja do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, embora numa escala mais reduzida e com uma maior presença do ornato flamengo do arquiteto Vredeman de Vries.

No século XVIII, devido a problemas estruturais, em boa parte causados pela elevada concentração de humidades, foi necessária uma intervenção profunda na igreja (1748-54).

Esta seria protagonizada pelo pintor-arquiteto Nicolau Nasoni, que desenhou a atual fachada barroca, e pelo engenheiro Manuel Alves Martins, que produziu as plantas para o novo coro e corpo da igreja.

Em 1866-67, ocorreu uma nova campanha de obras. Os azulejos primitivos, que tinham sido colocados entre 1629-1639, foram substituídos por azulejos azuis e brancos.

Na mesma altura, os painéis do retábulo-mor, de onde foram retiradas as restantes três pinturas de Diogo Teixeira, foram revestidos por azulejos relevados da Fábrica Carvalhinho. No local originalmente ocupado pelo sacrário e pelo painel central do segundo nível foi, na mesma campanha de obras, colocado um retábulo ao gosto neoclássico.

🔹Evite a fila na bilheteira
🔹Cancelamento gratuito 
🔹Voucher eletrônico ou impresso
🔹Válido por 1 dia
 

HORÁRIO | LOCALIZAÇÃO | PREÇOS - mmipo

Horário da bilheteira

Todos os dias:

> das 10h00 às 18h30 (horário de verão) – entre 1 de abril e 30 de setembro

> das 10h00 às 17h30 (horário de inverno) – entre 1 de outubro e 31 de março

Encerrado nos dias 1 de janeiro, 24 e 25 de dezembro

O acesso à igreja e às salas de exposições só é permitido até 30 minutos antes do encerramento.

Preços:

Bilhete Residente – 10€*

Bilhete Não-Residente – 14€*

inclui oferta de um cálice de Vinho do Porto Taylor’s no final da exposição, a maiores de 18 anos. 

Localização e Contactos

MMIPO – Museu da Misericórdia do Porto
Rua das Flores, 15
4050-265 Porto, Portugal
00351 220 906 960
[email protected]

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