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Mátria - Coliseu do Porto

Mátria – Coliseu do Porto

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Mátria – Uma ópera que fala sobre nós 

É uma ópera em português e inspirada na obra de Miguel Torga. Foi criada em Trás-os-Montes e, depois de na estreia – em dezembro de 2021 – ter esgotado três espetáculos no Grande Auditório do Teatro de Vila Real e do espetáculo de dia 20 de fevereiro no Teatro Municipal de Bragança estar já esgotado na bilheteira, a ópera Mátria chega ao Coliseu Porto Ageas, a 4 de março de 2022.

Quase tudo parece improvável neste projeto: a começar pelos 10 anos que demorou a chegar ao palco, pelo facto de ser uma ópera sem cenários onde todo o ambiente cénico é criado pelos elementos dos dois coros que participam (um deles da comunidade), e por ser também uma ópera cujo libreto mesmo sendo original é todo escrito com as palavras de Miguel Torga, retiradas de diferentes textos dos Contos e Novos Contos da Montanha.

Um libreto e 10 anos de espera

A ideia surgiu há 10 anos, quando a então jornalista Eduarda Freitas decidiu escrever um libreto de ópera a partir da obra de Miguel Torga, com o único objetivo “de escrever”. Pouco depois, e com o apoio da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro foi possível avançar para a escrita musical da obra. Fernando C. Lapa foi o compositor que aceitou o desafio de transformar em música um libreto cujas palavras foram todas “escolhidas” dos Contos e Novos Contos da Montanha de Miguel Torga. Apesar das obras serem da década de 40, a Mátria é uma história atual. “A Mátria retrata a sociedade que fomos e que continuamos a ser, apesar de já se terem passado cerca de 80 anos desde que foram escritos os Contos onde fui retirar os personagens”, conta Eduarda Freitas. Mesmo sendo fruto da ficção, “as personagens assemelham-se tantas vezes a cada um de nós”, explica a autora.

Em 2016 a obra ficou concluída e, conta Eduarda Freitas, na expectativa que alguma entidade “apostasse” na sua concretização e a levasse a palco.

No entanto, a Mátria acabou apenas por estrear em dezembro de 2021, fruto de uma candidatura à DGARTES de apoio à criação, por parte de Eduarda Freitas, e integrada nas comemorações dos 20 anos do Douro Património Mundial, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. A Mátria recebeu ainda o Alto Patrocínio da Presidência da República.

Uma ópera sem cenário

“Partimos da ideia de criar uma ópera sem cenografia, já que ia trazer outro tipo de custos que eram difíceis de suportar. E, particularmente, agrada-me criar a partir da simplicidade, ou encontrar simplicidade no que aparentemente pode ser complicado”, refere o encenador Ángel Fragua, que, pela primeira vez, encenou uma ópera.  Para criar este “cenário vivo”, os figurinos criados por Cláudia Ribeiro foram fundamentais, assim como o jogo de luzes, concebido por Pedro Pires Cabral. O coro assumiu o papel de várias personagens como a montanha, o rebanho de ovelhas e a vinha onde se faz a apanha da uva. No fundo, todos os elementos que representam o “Reino maravilhoso”: árvores, montanhas, rochas e animais.

Um projeto para muita gente

Para o compositor Fernando C. Lapa, escrever a Mátria foi um enorme desafio: “O maior desafio ao escrever a Mátria foi, ainda, o desafio de sempre para mim: conseguir alguma maneira de fazer com que um projeto deste tipo possa ser de muita gente. Que possa ser entendido por  muitos, partilhado, participado, seguido. Que ele possa ajudar a dizer que a música dita clássica ou erudita não é privilégio de alguns. Que possa ser para todos.” Para o diretor musical, Jan Wierzba, a Mátria é um exemplo de perseverança. “Espero que este exemplo de coragem e amor por esta forma artística seja reconhecida pelo público, pelo governo, tanto central como autárquico, bem como pelos programadores culturais enquanto um exemplo de necessidade de aposta futura em projetos deste género. A Mátria transporta-nos para lugares comuns. É de todos. Dos que estão em palco ou fora dele, dos que escrevem, compõem, interpretam e fazem acontecer, mas também dos que a ouvem e vêem. Que aconteça muitas vezes, e que plante sementes para muito mais, no futuro.

A Mátria conta com a participação de 7 solistas profissionais, um coro da comunidade, um coro com músicos profissionais, e uma orquestra criada para o projeto.

Fernando C. Lapa músicaEduarda Freitas libreto** libreto a partir dos Contos e Novos Contos da Montanha de Miguel TorgaÁngel Fragua encenaçãoJan Wierzba direção musical
Job Tomé RodrigoAna dos Santos LúciaTiago Matos Tio Raúl e Padre GusmãoMário João Alves AbelPaulo Lapa MalaquiasRegina Freire FilomenaMadalena Tomé Rodrigo criança e criança final
Moços do CoroCoro da Comunidadecom a participação de elementos do Coro de Câmara d’OuroOrquestra Mátriacom a participação de elementos da Banda Sinfónica transmontana e Douro Strings Academy
Inquieta – Agência Criativa

Mátria – Coliseu do Porto

Data

04 Mar 2022
Expired!

Hora

21:00
Coliseu do Porto

Localização

Coliseu do Porto
R. de Passos Manuel 137, 4000-385 Porto
Website
https://agendaculturalporto.org/agenda-coliseu-do-porto/

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