A programação de setembro de 2026 a julho de 2027 reúne mais de 50 espetáculos, seis produções próprias, 18 coproduções e oito propostas internacionais nos três edifícios do TNSJ.
O Teatro Nacional São João apresentou a temporada 2026–2027, a primeira programação anual anunciada sob a direção artística de Victor Hugo Pontes. O novo ciclo cruza teatro de repertório, dramaturgia contemporânea, dança, música, projetos para a infância e juventude e colaborações nacionais e internacionais.
A temporada decorre entre setembro de 2026 e julho de 2027 e inclui mais de 50 espetáculos. Entre os números anunciados encontram-se 15 estreias absolutas, seis produções próprias, 18 coproduções e oito espetáculos internacionais.
A programação distribui-se pelo Teatro São João, pelo Teatro Carlos Alberto e pelo Mosteiro de São Bento da Vitória. Este último deverá reabrir ao público a 1 de outubro, depois das obras de requalificação realizadas no âmbito do PRR Cultura.
Espetáculos ao longo de onze meses.
Estreias absolutas anunciadas.
Produções próprias do TNSJ.
Coproduções com artistas e estruturas.
Espetáculos vindos de outros países.
Victor Hugo Pontes combina continuidade e renovação
Victor Hugo Pontes assumiu oficialmente a direção artística do Teatro Nacional São João em 15 de setembro de 2025. O mandato decorre até setembro de 2029 e esta é a primeira temporada anual apresentada sob a sua orientação.
O programa mantém projetos anteriormente preparados pela instituição e acrescenta novas escolhas artísticas. O resultado é uma temporada de contrastes, na qual convivem textos clássicos, dramaturgia emergente, criação contemporânea, teatro, dança, música, cinema, conferências e projetos educativos.
O percurso multidisciplinar de Victor Hugo Pontes, entre teatro, dança, artes plásticas e criação coreográfica, reflete-se numa temporada que procura aproximar repertório e experimentação, artistas experientes e novas gerações.
O TNSJ reforça ainda a responsabilidade social, o equilíbrio de género entre criadores e a representatividade feminina, sem abandonar a vocação de produtor e coprodutor de novas obras.
De Gil Vicente a Alice Birch, seis criações feitas pelo TNSJ
As produções próprias percorrem o repertório português e internacional e incluem projetos destinados a públicos mais jovens. As duas primeiras estreias chegam ainda em 2026, enquanto as restantes se distribuem por 2027.



Solo de Jacinto Lucas Pires, encenado por Marcos Barbosa e interpretado por Luísa Cruz no Teatro Carlos Alberto.
Gil Vicente regressa ao Teatro São João numa encenação de Marta Pazos, em coprodução com o Centro Dramático Galego.
Victor Hugo Pontes dirige o texto de Frank Wedekind com jovens intérpretes selecionados em audição.
Criação com direção artística de Inês Sincero e Tomé Nunes Pinto, ainda apresentada com título provisório.
Rui Paixão assume a direção artística da nova edição do projeto educativo.
Tiago Guedes dirige o texto de Alice Birch, construído em torno de três gerações e três tempos narrados em simultâneo.
Cada edifício assume uma identidade mais definida
A temporada reforça a articulação entre os três espaços que formam o universo do Teatro Nacional São João. A distribuição procura tornar mais clara a vocação de cada edifício.
Mantém-se como casa das produções próprias, coproduções e grandes acolhimentos.
Reforça o papel de palco para infância, juventude, criação contemporânea e companhias independentes.
Passa a receber sobretudo música, concertos, performances, leituras e encontros.
Programação confirmada entre setembro e dezembro de 2026
A primeira parte da temporada já está disponível na agenda oficial. O programa inclui teatro, ópera, música, performance, cinema, conferências e propostas para públicos jovens.
Texto de Jacinto Lucas Pires, encenação de Marcos Barbosa e interpretação de Luísa Cruz.
Música de Luís Tinoco, libreto de Luísa Costa Gomes, direção musical de Joana Carneiro e encenação de Nuno Carinhas.
Programa de leitura participativa coordenado por Paula Braga.
Solo autobiográfico de Dieudonné Niangouna, com dramaturgia e encenação de Renata Portas e interpretação de Diogo Tormenta.
Primeira peça de teatro de João Luís Barreto Guimarães, encenada por João Pedro Vaz, com Joaquim Horta e Rita Calçada Bastos.
Texto de Robert Schenkkan, com direção e interpretação de Jorge Andrade, numa produção da mala voadora.
Ciclo de concertos com prelúdios literários, com curadoria de Filipe Pinto-Ribeiro.
O programa de reabertura prossegue com performance e música de Morton Feldman.
August Strindberg numa encenação de Gonçalo Waddington, em coprodução com o São Luiz e o TNSJ.
Crime e Castigo, Crankies de fazer chorar as pedras da calçada, Os Miseráveis, masterclasses e Vidro Pantera.
Criação da Formiga Atómica, com texto de Inês Barahona e Miguel Fragata.
Criação do Teatro Experimental do Porto e da companhia brasileira de teatro, com dramaturgia e encenação de Marcio Abreu.
Raquel Castro revisita Almeida Garrett a partir do olhar de cinco adolescentes.
Encenação de Marta Pazos, numa produção do TNSJ com o Centro Dramático Galego.
Autoria e pesquisa de Tiago Bartolomeu Costa, com realização partilhada com Joana Cunha Ferreira.
Criação do coletivo Do Lado de Fora, com direção artística de Rui Spranger.
Cinema e conversa no Carlos Alberto; Lia Rodrigues e Maria José Fazenda no Teatro São João.
Conferência de Marco Neves em diálogo com a produção vicentina.
Espetáculo com ideia original e direção artística de Cláudia Nóvoa.
Concerto com curadoria de Pedro Burmester, numa parceria entre Artway e TNSJ.
Consulte os próximos espetáculos, concertos, conferências e atividades publicados para a Praça da Batalha.
Agenda por sala Teatro Carlos AlbertoDescubra teatro contemporâneo, criação independente, dança e programação para públicos jovens.
O TNSJ reforça a programação para públicos mais novos
A temporada aprofunda o trabalho dirigido a crianças, adolescentes, famílias e escolas. O Teatro Carlos Alberto assume um papel central nesta linha programática, recebendo espetáculos que aproximam clássicos, questões contemporâneas e novas linguagens cénicas.
A Formiga Atómica olha para o planeta e para o futuro a partir do ponto de vista dos mais novos.
Cinco adolescentes interrogam a atualidade da obra de Almeida Garrett e a forma como os clássicos chegam às escolas.
Uma proposta da Hipótese Contínua com direção artística de Cláudia Nóvoa.
Uma escola entra em revolta depois de uma criança se recusar a comer brócolos na cantina.
O projeto volta para uma nona edição, desta vez com direção artística de Rui Paixão.
Jovens intérpretes integram a produção própria dirigida por Victor Hugo Pontes.
Sessões acessíveis integram a programação publicada
A agenda inclui sessões com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição. Em O Pai, a interpretação em LGP está prevista para 17 de outubro e a audiodescrição para 18 de outubro.
Em Auto da Barca do Inferno, existem sessões com LGP a 10 e 12 de dezembro e audiodescrição a 10 e 13 de dezembro. A instituição disponibiliza ainda informação de acessibilidade para os seus edifícios e para cada espetáculo.
Coproduções reforçam ligações ao Norte, à Galiza e a outros países
As 18 coproduções aproximam o TNSJ de companhias, artistas e instituições que trabalham em Portugal e no estrangeiro. A colaboração com o Centro Dramático Galego ganha expressão em Auto da Barca do Inferno, depois da assinatura de um protocolo de cooperação entre as duas estruturas.
A programação inclui também companhias que entram pela primeira vez no universo do TNSJ, parcerias com estruturas históricas da região Norte, projetos de Lisboa e propostas internacionais. O FIMP traz ao Teatro Carlos Alberto teatro de objetos e formas animadas, incluindo criações da companhia belga Karyatides.
Temporada 2026–2027 do Teatro Nacional São João
Quando decorre a nova temporada?
Quantos espetáculos foram anunciados?
Quem é o diretor artístico do TNSJ?
Qual é o primeiro espetáculo da temporada?
Quando reabre o Mosteiro de São Bento da Vitória?
Quais são as produções próprias?
Existem espetáculos para crianças e jovens?
Onde comprar bilhetes?
Depois de conhecer os principais eixos da temporada, consulte nas páginas oficiais as datas mais recentes, os horários, os preços, as sessões acessíveis e as condições de compra ou levantamento de bilhetes.
A programação 2026–2027 reforça o papel do TNSJ como produtor, coprodutor e espaço de encontro. Gil Vicente, Strindberg, Alice Birch, Jacinto Lucas Pires e Frank Wedekind convivem com dramaturgia emergente, dança contemporânea, música, teatro para jovens e projetos internacionais.