
Virtudes Art Fest
Programa
16 de julho
18h30
Música | Poesia
Massaiá – Orquestras da Escuta e do Olhar
Música, poesia, vídeo, performance e artes visuais encontram-se num evento único de criação transdisciplinar.
Criado a partir do universo musical e literário de Massaiá, trabalho autoral de Helena Caspurro e do designer Pedro Carvalho de Almeida, este evento apresenta obras nascidas da escuta, interpretação e recriação artística dos temas do álbum por diferentes criadores convidados.
Resultado de um projeto de cocriação artística desenvolvido no INET-md e no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, Massaiá – Orquestras da Escuta e do Olhar propõe uma experiência performativa e contemplativa onde música, imagem, poesia e gesto dialogam em torno da memória, do silêncio, da escuta interior e da criação partilhada.
O programa inclui exibição de videoclipes e curtas-metragens (incluindo obras premiadas internacionalmente), performance musical e poética ao vivo, e apresentação do livro Massaiá. Orquestras da Escuta e do Olhar, oferecendo ao público um encontro simbólico com os criadores através das suas obras.
Mais do que um espetáculo, Massaiá convida o público a experienciar a criação artística como escuta transformada em imagem, movimento, palavra e som.
Ficha artística
Helena Caspurro – direção artística, interpretação, criação e improvisação musical
Pedro Carvalho de Almeida – codireção artística, design, conceção e projeção vídeo
Paulo Vaz de Carvalho – guitarra acústica
Pedro Lima Pereira – guitarra semiacústica
José Geraldo – interpretação dramática e declamação poética
Olinda Martins – edição, design e conceção gráfica
Rui Barroso – som
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18 de julho
15h00
Dança
Um corpo chamado templo
O corpo, território sagrado.
O corpo, casa onde habitam memórias, silêncios, vozes e deuses.
Em Um corpo chamado templo, o gesto torna-se oração e o movimento constrói uma arquitetura invisível de corpo, espírito e herança. Entre o divino e o profano, entre o que permanece e o que se perde, nasce uma dança com interpretação de Dinis Quilavei, que procura reencontrar o sagrado nas ruínas do tempo
Ficha artística
Criação e interpretação: Dinis Quilavei
Desenho de luz: Albertina Almeida e Sónia Alferes
Desenho de som: Mbalango
Figurinos: Dinis Quilavei
17h00
Performance | Workshop
Brisa da China
Brisa da China é um convite para desacelerar e sentir o fluxo da cultura chinesa. Nesta experiência única, a artista e bailarina Huizi Xu conduz-nos através de uma narrativa sensorial onde o chá, o corpo e o leque se fundem em harmonia.
A experiência começa com uma cerimónia de chá, um momento dedicado à meditação e à mindfulness. Segue-se uma performance de dança clássica com leques, onde cada movimento é uma brisa de poesia visual. Para encerrar, os participantes são convidados para um workshop de dança com leque, que explora a respiração, o gesto, o olhar e o leque numa pequena coreografia.
Ficha artística
Criação e interpretação: Huizi Xu
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25 de julho
15h00
Dança
Isto não é um solo
Des(construção). O oculto. O exposto. O que é. O que foi. O que já não é mas poderá voltar a ser. As relações antagónicas criam espaço para um lugar cinzento, o lugar que habita o que ainda não é uma coisa, nem a outra.
“Isto não é um solo” tem como objetivo a pesquisa e aprofundamento de problemáticas relacionadas com a identidade, a exposição do eu, a importância que atribuímos ao conjunto de qualidades e particularidades que achamos que nos definem, o lugar de confronto com a visão do outro, a sensação vertiginosa de nos desapegarmos do conhecido e confortável para revelar camadas internas que se mantêm inacessíveis aos demais. São explorados conceitos relacionados com a aparência, o diálogo, os hábitos comportamentais, de forma a retratar em palco o que é narrado na obra de Pirandello: um personagem que se transforma em nada e em cem mil, que navega entre personagens e que se perde entre identidades.
Ficha artística
Criação e interpretação: Vanessa Cunha
17h00
Dança
Anatomia da Forma
A performance investiga o corpo humano enquanto escultura viva, explorando as relações entre movimento, imobilidade, peso, equilíbrio e gravidade. Através de uma abordagem multidisciplinar, a linguagem do circo e da dança contemporânea cruzam-se com a instalação, a arte escultórica e a performance, transformando o corpo em matéria de observação e contemplação.
Sob tensões subtis, suspensões e composições físicas, o corpo revela textura, forma e presença, criando imagens que oscilam entre o orgânico e o escultórico. O movimento desenha-se numa dimensão sensorial e contemplativa, convidando o público a observar o corpo humano para além da sua funcionalidade, numa experiência estética marcada pela atenção ao detalhe, à fragilidade e à potência da presença viva.
Anatomia da Forma propõe um espaço de contemplação onde diferentes linguagens artísticas se encontram, e onde o corpo se afirma simultaneamente como obra, imagem e existência.”
Ficha artística
Criação: Unspecific Dance Collective
Interpretação: Ariel Pizarro
Direção criativa e de movimento: Lea Siebrecht
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