RAIMUND HOGHE Canzone per Ornella + Postcards from Vietnam

RAIMUND HOGHE Canzone per Ornella + Postcards from Vietnam

RAIMUND HOGHE

Canzone per Ornella + Postcards from Vietnam

CANZONE PER ORNELLA (13 JANEIRO)

Antes de se tornar dramaturgo e, depois, coreógrafo, Raimund Hoghe costumava escrever retratos, tanto de pessoas famosas como de desconhecidos, que eram publicados no jornal Die Zeit. Esse hábito continua a estar no cerne do seu trabalho como coreógrafo, sob a forma de solos dirigidos a figuras famosas – Joseph Schmidt, Judy Garland, Maria Callas – ou a alguns dos seus intérpretes preferidos – Songs for Takashi [Canções para Takashi] ou Musiques et mots pour Emmanuel [Músicas e palavras para Emmanuel]. Tomam sempre a forma de “oferenda musical” em que os seus intérpretes manifestam a sua arte através de uma presença muito consciente dos efeitos da música e do tempo, da ressonância imaginária de uma voz e uma melodia. Ornella Balestra – amplamente conhecida pelo seu trabalho com Maurice Béjart – é uma das bailarinas que melhor encarna esta mistura de intensidade e devaneio que caracteriza a dança de Raimund Hoghe (veja-se Swan Lake [Lago dos Cisnes]4 Acts [4 Atos]Boléro Variations [Variações Bolero]Quartet [Quarteto] ou La Valse [A Valsa]). Em Canzone per Ornella, o coreógrafo reúne para a sua bailarina música e textos de Pier Paolo Pasolini, tanto os que já foram explorados como os que ainda estão por experimentar, jogando com a capacidade que ela tem de encontrar o equilíbrio perfeito entre virtuosismo e entretenimento, entre presença enigmática e uma figura cinematográfica.

POSTCARDS FROM VIETNAM (15 JANEIRO)

Em Postcards from Vietnam [Postais do Vietname], Raimund Hoghe continua a sua colaboração com duas personalidades excecionais da dança: Ji Hye Chung, com quem trabalhou pela primeira vez em La Valse [A Valsa], em 2016, e Takashi Ueno, com quem criou várias peças desde 2010, entre as quais La Valse, Cantatas e Pas de Deux, que apresentaram recentemente em Singapura. Há alguns anos, Raimund Hoghe descobriu postais do Vietname retratando pessoas e paisagens na banca de um vendedor de rua em Paris. Parecem muito frágeis e foram produzidos num país que Raimund Hoghe, como muitos outros, vem associando à Guerra do Vietname desde os anos 1960. Na sua nova peça, esses postais atuam como significantes. São lembranças e lâminas de projeção e remetem para a história, a sua fugacidade, mas também para a partida. Os postais lembram ao mesmo tempo o desejo de uma outra vida. Wenn keiner singt, ist es still [Quando ninguém canta, está silencioso] é o título da nova publicação de Raimund Hoghe. Tal como em todas as suas peças, a música tem aqui um papel central. Raimund entrelaça canções de protesto dos anos 60 com árias de Bach e Handel.


RAIMUND HOGHE
 encontra-se entre os artistas internacionais de maior renome dentro do seu género. Foi dramaturgo no Tanztheater Wuppertal Pina Bausch entre 1980 e 1989. Passou os últimos 25 anos a criar um corpo de trabalho coreográfico desafiador, alternando solos e apresentações em grupo (Sacre – The Rite of Spring, Swan Lake, 4 Acts, Boléro Variations, entre outros), que revisitam obras importantes da história da dança. Todas as suas peças assentam numa enorme delicadeza, um tecido feito de gestos, formas e melodias que imbui da espessura da memória. Em 2019, Raimund Hoghe recebeu o título de Oficial da Ordem das Artes e Letras do Ministro da Cultura francês.

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