
Panorama Amazônico
Sessão: Territórios do Afeto
A Amazónia em 5 curtas premiadas
Data 8 de maio | 21:30h | Entrada Gratuita
Local Associação Gato Vadio – Rua da Maternidade, 124, Porto
A mostra Panorama Amazônico retorna à Associação Gato Vadio com uma seleção de curtas-metragens amazônicos que aprofundam o olhar sobre o cinema produzido na região Norte do Brasil, e debate com a presença do realizador João Inácio.
A sessão reúne obras que exploram os territórios do afeto a partir de diferentes perspectivas, atravessando temas como identidade, memória, cotidiano e resistência. Entre ficção e animação, os filmes constroem um mosaico sensível de experiências amazônicas, reafirmando a potência do audiovisual como espaço de encontro, escuta e transformação.
Os filmes:
BICI – A História de uma Bicicleta no Afuá (Pará /2025) é um curta-metragem de animação, dirigido por Otoniel Oliveira, que explora o cotidiano amazônico na cidade de Afuá a partir da trajetória simbólica de uma bicicleta. O filme foi selecionado para o Festival Internacional de Curtas de Clermont-Ferrand e para a Lift-Off Global Network.
O Barco e o Rio (Amazonas/2020) é um curta-metragem de ficção dramática, dirigido por Bernardo Ale Abinader, que acompanha Vera, uma mulher religiosa que cuida de uma embarcação no porto de Manaus e enfrenta conflitos familiares e existenciais. O filme conquistou 5 Kikitos no Festival de Cinema de Gramado, incluindo Melhor Curta-Metragem e Melhor Direção, e seu projeto recebeu validação internacional em laboratório de cinema em Cuba, reforçando seu desenvolvimento para adaptação em longa-metragem. O diretor também teve seu mais recente filme, Como Ler o Vento (2025), exibido no Festival de Cannes, ampliando sua projeção internacional.
Ela Mora Logo Ali (Rondônia/2022) é um curta-metragem de ficção dramática, dirigido por Fabiano Barros e Rafael Rogante, que retrata a transformação na vida de uma vendedora ambulante a partir de um encontro inesperado. O filme acumula mais de 50 prêmios e menções, com destaque no Festival de Cinema de Gramado e reconhecimento pela ABRACCINE.
Manaus Hot City (Amazonas/2020), dirigido por Rafael Ramos, é um curta-metragem de ficção dramática que acompanha o reencontro de dois amigos em meio ao calor e à atmosfera urbana de Manaus, onde memórias, afetos e tensões emergem através de uma conversa aparentemente simples. O filme foi exibido no Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo, venceu o Coelho de Ouro no Mix Brasil e foi indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, consolidando sua relevância no circuito contemporâneo.
Shala (Pará/2016) é um curta-metragem de ficção dramática, dirigido por João Inácio, que acompanha um menino em um orfanato na Amazônia e sua relação afetiva com uma boneca. Com circulação em mais de 75 festivais internacionais e 10 prêmios, o filme marca uma estreia autoral potente e profundamente humana.
Juntos, os filmes desenham uma trajetória comprometida do cinema como ferramenta de escuta, representação e conexão, para dar forma a histórias que atravessam territórios.
Sessão 2 – Panorama Amazônico: Territórios do Afeto – Curtas-metragens
8 de maio, às 21:30h
Local: GATO VADIO – Rua da Maternidade, 124, Porto
Exibição de curtas-metragens paraenses. Participação do realizador João Inácio / Shala
Pocket Show – Abertura da Programação (Antes da sessão)
No âmbito da programação, Adriana Cavalcante apresenta um pocket show onde a sua voz potente e marcante conduz o público por paisagens sonoras da Amazónia. As músicas evocam a memória de viver na Amazónia paraense e atlântica, traduzindo em som experiências, afetos e territórios.
Artista da Amazónia brasileira, constrói há quase três décadas um percurso nas artes performativas, com destaque para a sua atuação como atriz e intérprete em musicais. Desde a infância, ligada ao piano clássico e ao teatro amador, desenvolveu uma presença artística sólida, onde a expressividade vocal assume um papel central.
Ao longo do seu percurso, tem também criado e colaborado em projetos musicais na América do Sul, mantendo uma prática que cruza identidade cultural e contemporaneidade. Paralelamente, desenvolve o projeto Lendas Amazónicas Cantadas, dirigido ao universo infantil, levando aos palcos narrativas da floresta através da música.

