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Aprenda a preparar em casa uma francesinha com bife, linguiça, salsicha fresca, fiambre, queijo derretido e um molho quente de cerveja, tomate e especiarias.

As casas do Porto guardam diferentes versões do molho e alteram o pão, as carnes, o grau de picante e a consistência. Esta é uma receita caseira equilibrada, inspirada na preparação mais comum atualmente.
A francesinha é uma sanduíche quente associada à cidade do Porto. A versão atualmente mais comum combina pão de forma, fiambre, linguiça, salsicha fresca e bife.
Depois de montada, é completamente coberta com fatias de queijo, aquecida até o queijo derreter e regada com um molho quente, geralmente preparado com cerveja, tomate, caldo, bebidas vínicas e picante.
É frequentemente acompanhada por batatas fritas. O ovo estrelado colocado no topo tornou-se popular, mas deve ser entendido como um acrescento opcional.
O molho deve ser suficientemente encorpado para aderir ao queijo e às batatas, mas não tão espesso que pareça um creme.
A cerveja e o tomate formam a base. O caldo acrescenta profundidade, enquanto o Vinho do Porto, o brandy, o molho inglês e a mostarda criam um sabor mais complexo.
O picante deve ser acrescentado gradualmente. É mais fácil corrigir um molho pouco picante do que recuperar um molho excessivamente forte.
Prepare primeiro o molho. Enquanto cozinha, grelhe as carnes e organize os restantes ingredientes. Monte as francesinhas apenas perto da hora de servir.
Coloque o azeite e a manteiga num tacho. Junte a cebola, os dentes de alho, a folha de louro e o colorau. Cozinhe em lume médio durante oito a dez minutos, sem deixar queimar.
Acrescente a polpa de tomate, a cerveja, o caldo de carne e o vinho branco. Misture bem e deixe levantar fervura.
Adicione o Vinho do Porto, o brandy, o molho inglês, a mostarda e um pouco de piri-piri. Cozinhe em lume brando durante cerca de 20 minutos.
Retire a folha de louro e triture o molho. Passe-o por um passador caso pretenda uma textura mais fina. Se estiver demasiado líquido, junte o amido de milho dissolvido e deixe ferver mais dois minutos.
Tempere os bifes com sal e pimenta. Grelhe os bifes, as salsichas frescas e a linguiça. Evite cozinhar demasiado o bife, porque continuará a aquecer dentro da francesinha.
Torre as fatias de pão apenas o suficiente para ganharem alguma estrutura. O pão deve conseguir absorver parte do molho sem se desfazer imediatamente.
Sobre uma fatia de pão coloque duas fatias de fiambre, um bife, uma salsicha aberta e metade da linguiça. Termine com a segunda fatia de pão.
Distribua quatro ou cinco fatias de queijo sobre cada sanduíche, cobrindo o topo e parte das laterais.
Coloque as francesinhas em pratos resistentes ao calor e leve ao forno pré-aquecido a 200 °C durante cinco a oito minutos, até o queijo derreter.
Retire do forno e regue generosamente com o molho bem quente. Sirva de imediato com batatas fritas. Acrescente um ovo estrelado apenas caso pretenda.
Fatias demasiado finas ou moles desfazem-se rapidamente com o molho.
Grelhe-o rapidamente, porque voltará a aquecer no forno.
Ajuste sal, acidez e picante apenas depois de reduzir o molho.
A francesinha perde qualidade quando o queijo e o molho arrefecem.
O ovo colocado no topo tornou-se muito popular, embora não seja obrigatório nem esteja presente em todas as versões.
Pode substituir as carnes por seitan, tofu fumado, cogumelos ou enchidos vegetais e utilizar caldo de legumes no molho.
Algumas casas substituem o bife de vaca por peito de frango grelhado, mantendo os restantes elementos.
Certas versões são finalizadas num prato de barro e em forno a lenha, ganhando características diferentes.
Existem interpretações com peixe, embora se afastem bastante da preparação portuense mais comum.
Algumas francesinhas mais simples utilizam apenas fiambre, linguiça e salsicha fresca.
A narrativa histórica mais divulgada atribui a criação da francesinha a Daniel David Silva, emigrante regressado de França e da Bélgica.
Em 1952, enquanto trabalhava no restaurante A Regaleira, na Rua do Bonjardim, terá adaptado o francês croque-monsieur aos sabores locais.
A preparação recebeu carnes portuguesas, queijo e um molho quente e picante. Ao longo das décadas, a receita evoluiu e ganhou inúmeras interpretações em cafés, tascas e cervejarias.
Não existe um valor calórico único para uma francesinha. A quantidade de queijo, o tamanho do bife, os enchidos, a gordura utilizada, o volume do molho, as batatas e o ovo podem alterar significativamente o resultado. Trata-se de uma refeição rica em energia, gordura e sal, recomendando-se um consumo ocasional e uma porção ajustada às necessidades individuais.
Não existe atualmente uma receita pública e universalmente reconhecida como única. A versão associada à origem e as receitas das cervejarias apresentam diferenças no pão, nas carnes e no molho.
A história mais difundida atribui a criação a Daniel David Silva, no restaurante A Regaleira, no Porto, em 1952.
A versão mais comum leva bife de vaca, linguiça, salsicha fresca e fiambre. Algumas receitas incluem carne assada, paio, bacon ou outros enchidos.
Sim. A cerveja é um dos ingredientes mais comuns, normalmente combinada com tomate, caldo, especiarias e diferentes bebidas vínicas.
Deve ter consistência suficiente para cobrir o queijo e as batatas, mas continuar fluido. Um molho demasiado espesso torna a francesinha pesada.
O ovo tornou-se um acrescento muito popular, mas não é obrigatório e não está presente em todas as versões históricas.
Utilize um queijo de sabor equilibrado que derreta uniformemente. Queijos fatiados próprios para fundir facilitam a cobertura das laterais.
Sim. Pode prepará-lo no dia anterior, conservá-lo no frigorífico e aquecê-lo lentamente antes de servir. Ajuste a consistência com um pouco de água ou caldo, caso tenha engrossado.
Sim. Depois de frio, pode ser congelado num recipiente adequado. Descongele no frigorífico e volte a aquecer até ferver.
A Agenda Cultural do Porto tem um guia dedicado a dez restaurantes e diferentes estilos de francesinha no Porto e em Gaia.
Consulte o guia editorial com restaurantes históricos, cervejarias, tascas, versões em forno a lenha e opções alternativas no Porto e em Vila Nova de Gaia.