Paulinho Moska na casa da música

PAULINHO MOSKA na Casa da Música

PAULINHO MOSKA na Casa da Música

Paulinho Moska regressa este ano a Portugal para apresentar o seu espetáculo só com voz e violão.

A facilidade de viajar pelo mundo com o violão debaixo do braço e cantando o que compunha seduziu-o pela relação mais direta entre o artista e o público. Uma Voz e um Violão. Um concerto que não precisa de mais nada. Somente do autor com o seu cúmplice (o violão) entoando canções que nos acompanham há anos. As canções ficam mais fiéis às composições originais e ganham a força de expressão do autor tocando e cantando “do mesmo jeito que foram compostas”.

O repertório é composto por êxitos como Pensando em Você, A Seta e o Alvo ou A Idade do Céu, entre outros, e novas canções lançadas pelo artista no seu mais recente álbum de originais, “Beleza e Medo”, lançado em agosto de 2018.

PAULINHO MOSKA na casa da Música

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Biografia

Paulinho Moska nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de Agosto de 1967. Caçula de 4
irmãos, quando sua casa já era cheia de música e diversidade. Quando era criança,
gostava de colecionar coisas. Tampinhas de garrafa, selos, conchas, latinhas de
refrigerante, quadrinhos, figurinhas, discos, pedras, fotografias, chaves. E assim o
menino montou, tijolo por tijolo, o mundo em que pretendia viver: costurando
informações das áreas mais variadas, colando fragmentos de sons e pedaços de
imagens de todos os tipos e origens. O primeiro violão era do irmão mais velho. Os
primeiros ídolos foram Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Na adolescência Moska foi estudar teatro. Assim que completou o curso da CAL (Casa
das Artes de Laranjeiras), em 1984, começou a atuar no cinema. Participou de filmes
como “A Cor do seu Destino” (1986), de Jorge Duran, “Um Trem para as Estrelas”
(1988), de Cacá Diegues, “O Mistério no Colégio Brasil” (1988), de José Frazão,
“Kuarup” (1989), de Ruy Guerra, e “O Homem do Ano” (2003), de José Henrique
Fonseca. Em 2013, voltou às telas em “Minutos Atrás”, de Caio Sóh, contracenando
com os atores Vladimir Brichta e Otávio Muller com a trilha sonora composta
especialmente por Moska e André Abujamra.
As primeiras gravações profissionais de Moska aconteceram no álbum de estreia do
grupo vocal A Garganta Profunda, “A Orquestra de Vozes” (1986). Ao lado de outros
integrantes do Garganta (Luiz Nicolau e Luis Guilherme), aos 20 anos fundou aquela
que seria sua primeira experiência de popularidade no fim dos anos 1980: Os Inimigos
do Rei. Com a banda lançou dois discos (“Os Inimigos do Rei”, em 1989 e “Os Amantes
da rainha”, em 1991), emplacou nacionalmente os hits “Uma Barata Chamada Kafka” e
“Adelaide” e invadiu rádios e televisões do país em turnê de shows por dois anos
seguidos.
Após sair do Inimigos, Paulinho Moska começou a construir sua carreira solo a partir
de 1993 com o disco “Vontade”, passando então a produzir uma discografia repleta de
canções inspiradas que falam sobretudo, de “amor à vida”. São 25 anos escrevendo
canções em que as letras se destacam tanto quanto a música. A primeira a se tornar
nacionalmente conhecida foi “O Último Dia” (Moska/Billy Brandão) do seu segundo
disco “Pensar é Fazer Música” (1995) que trazia a pergunta: “O que você faria se só te
restasse um dia?”. Essa canção foi tema do samba enredo do desfile Mocidade
Independente de Padre Miguel no carnaval de 2015. No disco seguinte
“Contrasenso”(1997) a canção “A Seta e o Alvo” (Moska/Nilo Romero) começou a soar
nas rádios do país, seguida de “Um Móbile no Furacão” e “Sem Dizer Adeus” (1999),
“Tudo Novo de Novo”(2003) e “Pensando em Você” (2003) e “A Idade do Céu” (2003).
Essas foram as canções mais conhecidas da sua primeira década de trabalho, além de
“Relampiano” (parceria com Lenine) e “Admito que Perdi” (gravada por Marina Lima).
Foi no álbum “Tudo Novo de Novo” (2003) que Moska iniciou uma relação muito
íntima com artistas da América Latina gravando “A Idade do Céu”, versão sua para “La
Edad del Cielo” um lindo tema do uruguaio Jorge Drexler, que depois faria sucesso
também nas vozes de Simone e Zélia Duncan. Drexler veio ao Brasil participar do show
de lançamento desse disco, no Canecão. E em retribuição, convidou Moska para uma
série de apresentações no Uruguai e na Argentina. Com esse portal latino aberto
apareceram mais amigos hermanos, como Kevin Johansen e Lisandro Aristimuño
(Argentina), Andrea Echeverri (Colômbia), Camila Moreno (Chile) e tantos outros.
Em nome dessa relação Moska apresentou e fez a curadoria de dois festivais de música
latina nos teatros do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil): o “Mercosul Musical”, em
2008, e o “Soy Loco Por Ti America”, em 2011. Os projetos eram uma série de shows
em duo, onde artistas brasileiros (como Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci, Paula Toller
e Fernanda Takai) se encontravam com latino-americanos (como Drexler, Johansen e
Pedro Aznar e Andrea Echeverri).
Essa proximidade com os artistas latinos desembocou no álbum “Locura Total” (2015),
gravado em português e espanhol e em parceria com o argentino Fito Páez, com 12
faixas que misturam tango, samba e rock. “Locura Total” foi indicado ao Grammy
Latino concorrendo ao prêmio de melhor canção com “Hermanos”(Moska/Fito Paez).
Moska já emplacou incontáveis temas em trilhas da TV Globo – 11 deles, em sua
própria voz. São músicas que se tornaram bem populares em novelas e minisséries,
como “O Último Dia” (“O Fim do Mundo)”, “A Seta e o Alvo” (“Zazá”), “Pensando em
Você” (“Agora É que São Elas”) e “Tudo Novo de Novo” (tema de abertura da
minissérie homônima). Outras canções suas também foram trilhas de novela, como
“Somente Nela”(parceria com Carlos Rennó), “Tudo Que Acontece de Ruim é Para
Melhorar”(parceria com Mu Carvalho) e “Impaciente Demais” (parceria com Ricardo
Leão). Neste ano de 2018, Moska emplacou sua canção inédita “Minha Lágrima Salta”
na trilha da novela Malhação/Vidas Brasileiras, da Rede Globo. Essa canção faz parte
de seu novo disco de inéditas, “Beleza e Medo”, recém-lançado em agosto de 2018.
Também se tornou um compositor muito requisitado por outras vozes. A primeira foi
Marina Lima, que, em 1995, abriu o álbum “Abrigo” com “Admito que Perdi”. Depois,
vieram inúmeras outras gravações, por artistas como Maria Bethania (“Saudade”), Elba
Ramalho (“Relampiano”), Ney Matogrosso (“O Último Dia” e “Gotas do Tempo Puro”),
Maria Rita (“Muito Pouco”), Mart’nália (“Soneto do Teu Corpo”, “Sem Dizer Adeus” e
“Namora Comigo”), Lenine (“Relampiano” e “Saudade”), Francis Hime (“Há
Controvérsias”), Zélia Duncan (“Carne e Osso”, “Não” e “Sinto Encanto”), e
recentemente Gal Costa, que gravou “Unhas e Cabelos” (Moska/Breno Góes) .
Compositor que construiu seu próprio estilo de tocar violão, no show intitulado
“Violoz” (turnê que começou em 2015), Paulinho Moska pela primeira vez decidiu
levar seus violões preferidos pra estrada: um com cordas de Nylon, outro com cordas
de aço, um violão barítono (afinado em Si), uma guitarra elétrica e um ukelelê. Um
espetáculo quase que teatral com cenário, texto, luz, roteiro e figurino produzido
especialmente pro formato.
Com 10 temporadas veiculadas no Brasil e uma nova temporada gravada em
Montevideo com artistas uruguayos a ser exibida a partir de 27 de novembro de 2018,
o programa “Zoombido”, no Canal Brasil, é outro campo para a atuação do artista,
como apresentador e músico. Nessas 10 temporadas realizadas, ele já levou mais de
240 compositores à sala de espelhos que lhe serve de cenário. Nomes de todas as
gerações e estilos. Além de entrevistar e fotografar, Moska faz um dueto com todos
eles, cantando e tocando violão. Os EPs da série contendo os áudios dos episódios
estão sendo disponibilizados nas plataformas digitais.
Desdobramento de “Zoombido”, os retratos que ele faz dos convidados do programa,
estilosamente distorcidos através de um tijolo de vidro, geraram uma exposição
fotográfica na Galeria Arthur Fidalgo (RJ). Moska já tinha passado por essa experiência
na exposição “Reflexos e Reflexões” ( exibida na Caixa Cultural de Brasília em 2006 )
com os autorretratos que geraram a capa e a arte gráfica do álbum “Tudo Novo de
Novo”, também distorcidos, mas em reflexos de objetos espelhados nos banheiros de
hotéis. A fotografia se transformou em mais um vício do colecionador Paulinho Moska.
Atualmente, além de seus shows e de roda a sua carreira musical, Moska se apresenta
no papel principal do Rei Arthur no Musical “Merlin e Arthur, um sonho de liberdade” ,
atualmente em cartaz no Rio de Janeiro (inicio da temporada em 15 de março de 2019)
e que terá também temporada em São Paulo a partir de junho 2019.
Site oficial: www.paulinhomoska.com.br

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