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Conversa Ecos Silenciados Entre a memória e a censura

Conversa “Ecos Silenciados: Entre a memória e a censura”

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27.01.2024 | 16H | RAMPA

Conversa-debate “Ecos silenciados: Entre a memória e a censura” com Dori Nigro, Paulo Pinto (artistas), Georgia Quintas (curadora), Virgílio Ferreira e Jayne Dyer (diretor e diretora da Bienal Fotografia do Porto), modera por Alexandra Balona (RAMPA).

Tendo como ponto de partida o ato de censura de “Adoçar a alma para o inferno III”, em plena inauguração em maio de 2023 pela Santa Casa da Misericórdia do Porto, obra incluída nesta exposição, nesta conversa discute-se o “potencial desconforto” da arte quando aborda questões complexas como a escravatura. Estarão presentes os autores da obra, a curadora da exposição e o diretor e a diretora da Bienal de Fotografia do Porto, certame no qual a exposição foi apresentada.

 

 

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Dori Nigro (Recife, 1988) é performer, pedagogo e arte educador sediado no Porto. Nasceu numa família trabalhadora da zona rural e da pesca litorânea do estado de Pernambuco, nordeste brasileiro. Enveredou pelo caminho das artes através do teatro amador comunitário. Acessou os estudos escolares e académicos por meio de políticas públicas de cotas étnico- raciais. Desenvolveu investigação no doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, concluído em 2023, sobre o tema da Arte da performance e identidades afro-diaspóricas. Realizou estudos de mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas; especialização em Arte Educação; bacharelado em Comunicação Social, com habilitação em Fotografia; e licenciatura em Pedagogia. É criador, com Paulo Pinto, no Tuia de Artifícios, coletivo de criação artística que desenvolve ações no campo da prática artística, arte educação e arte terapia. É membro do Núcleo Anti-Racista do Porto (NARP) e da União Negra das Artes (UNA).

Paulo Pinto (Juazeiro do Norte, 1972) é performer-multiartista não-binário, arte-educador, arte-terapeuta, psicólogo e professor. Pós-doutorando em Arte Contemporânea, Universidade de Coimbra; Doutor em Educação Artística, FBAUP; Mestre/Licenciado/Bacharel em Psicologia; Especialista em Representação Teatral; Especialista em Arte-Terapia e Abordagem Corporal; Especialista em Educação; Especialista em Abordagem Sistêmica da Família; Licenciado em Artes Plásticas; e Licenciando em Teatro. O seus interesses incluem performance/cruzamentos, auto/etno/foto/bio/grafia, memória, ancestralidade, cultura popular, corpos dissidentes, decolonialidade, perda/luto e saúde mental. Colaborador no Sintoma; na Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual; no C3 – Célula de Resistência Educativa e Artística; no Laboratório de Criatividade e Saúde Mental; e no Coletivo Tuia de Artifícios. As suas últimas criações: “Nad(i)a a dizer ou O que faço das cinzas?” (Self-Mistake, DGArtes, 2022); “Santa Barba: Minha Língua na Tua” (DGArtes 2021/2022); “Palha Encantada: Arqueologia/Alegoria de um Espírito Esquecido” (Family Fest, Residência Artística Campus Paulo Cunha e Silva, DGArtes, 2021/2022); “PIN DOR AMA: Primeira Lição” (Museu de Serralves, Residência Técnica Campus Paulo Cunha e Silva, DGArtes, Shuttlle, 2020/2022); “Jardinagem” (Universidade de Coimbra, 2022); “Viva Brasil” (Universidade de Coimbra, 2022); “Promessas” (Mostra de Aciones Performáticas 4X4, Museu de Jaén, 2019); e Festival Videolab (Coimbra, 2018).

Georgia Quintas (Recife, 1973) é escritora, antropóloga, curadora, professora e pesquisadora no campo da teoria, filosofia e crítica da imagem fotográfica. Doutora em Antropologia pela Universidade de Salamanca (Espanha), com pós-doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, mestre em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pós-graduada em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP/SP). Co-fundadora da editora Olhavê. Autora dos livros “Jogos de aparência – Os retratos da aristocracia do açúcar” (2016), “Inquietações fotográficas – Narrativas poéticas e crítica visual” (2014), “Abismo da carne” (2014), “Olhavê Entrevista” (2012) e “Man Ray e a Imagem da Mulher – A vanguarda do olhar e das técnicas fotográficas” (2008).

Virgílio Ferreira (Porto, 1970) concluiu o Mestrado em Fotografia na Universidade de Brighton (2012), o curso de Fotografia Cinematográfica na Escola Internacional de Cinema de Cuba (2005), o curso de Fotografia na École des Arts e Metiers de L´image 21-Paris (1995) e na Escola Técnica de Fotografia do Porto (1992). O seu trabalho tem sido exposto na Europa, Médio Oriente, Estados Unidos e Sudeste Asiático, tendo sido sido reconhecido com vários prémios e encontra-se representado em várias colecções públicas e privadas. Desde 1998 tem vindo a publicar regularmente em forma de livro os projectos que realiza. É fundador e diretor da Ci.CLO Plataforma de Fotografia, diretor artístico da Bienal Fotografia do Porto e do Programa Vivificar e co-curador e coordenador do Programa Sustentar.

Jayne Dyer (Melbourne) é artista e escritora de arte, australiana sediada em Lisboa e no Porto. A sua prática híbrida, que incorpora texto, objectos, instalações fotográficas e de imagem em movimento, navega entre perceção e comportamento, rutura e reparação. A sua escrita posiciona as artes num quadro sócio-político. Os seus projectos são apoiados por agências artísticas internacionais e tem realizado residências na Ásia e na Europa. Foi co-directora artística da Bienal Fotografia do Porto para a edição de 2023 e é consultora da Ci.CLO Plataforma de Fotografia no Porto. Contribuiu para o Guia Verde da Fundação Ásia-Europa, mapeando iniciativas culturais para a sustentabilidade ambiental e social em Portugal (2019). No Porto, criou o Atelier Bonfim (2020) e o Atelier Campanha (2022), ambos laboratórios de artes visuais que promovem acções artísticas regenerativas.

Alexandra Balona (Porto, 1977) é licenciada em Arquitetura, investigadora e curadora independente. É doutorada pela European Graduate School & Lisbon Consortium e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. É membro da associação RAMPA e cofundadora de PROSPECTIONS for Art, Education and Knowledge Production. Foi co-curadora de Metabolic Rifts (2017–2018), coeditora de Metabolic Rifts: Reader (2019) e de An Untimely Book (2018). Integra o conselho editorial da revista Sinais de Cena, é crítica de dança no jornal Público e publica em revistas como Contemporânea e Art Press.

 

 

Entrada livre.

*Evento do programa paralelo da exposição “JOAQUIM – O Conde de Ferreira e seu legado” com curadoria de Nuno Coelho.

**Esta exposição tem o apoio do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra (CEIS20) / Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e da Direção-Geral das Artes / Ministério da Cultura. A Rampa é uma estrutura financiada pela Direção-Geral das Artes / Ministério da Cultura e pelo Criatório / Câmara Municipal do Porto.

 

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EN

27.01.2024 | 4 PM | RAMPA

Talk-debate “Silenced echoes: Between memory and censorship” with Dori Nigro and Paulo Pinto (artists), Georgia Quintas (curator), and Virgílio Ferreira and Jayne Dyer (directors of the Porto Photography Biennial), moderated by Alexandra Balona (RAMPA).

Taking as a starting point the act of censorship of “Adoçar a alma para o inferno III” (“Sweeten the soul for hell III”), in the midst of its inauguration in May 2023 by the Santa Casa da Misericórdia do Porto, a work included in this exhibition, this talk will discuss the “potential discomfort” of art when it tackles complex issues such as slavery. The authors of the artwork, the curator of the exhibition and the directors of the Porto Photography Biennial, at which the exhibition was presented, will be present.

 

 

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Dori Nigro (Recife, 1988) is a performer, pedagogue and art educator based in Porto. He was born into a family that worked in rural areas and coastal fisheries in the state of Pernambuco, in north-eastern Brazil. He embarked on the path of the arts through amateur community theatre. He gained access to school and academic studies through public racial and ethnic quota policies. He carried out research for his PhD in Contemporary Art at the College of Arts of the University of Coimbra, which he completed in 2023, on the subject of performance art and Afro-diasporic identities. He studied for a master’s degree in Contemporary Artistic Practices; a specialization in Art Education; a bachelor’s degree in Social Communication, with a major in Photography; and a degree in Pedagogy. Together with Paulo Pinto, he is the creator of Tuia de Artifícios, an artistic creation collective that develops actions in the field of artistic practice, art education, and art therapy. He is a member of Núcleo Anti-Racista do Porto (NARP) and União Negra das Artes (UNA).

Paulo Pinto (Juazeiro do Norte, 1972) is a non-binary performer-multi-artist, art educator, art therapist, psychologist, and teacher. Post-doctoral candidate in Contemporary Art, University of Coimbra; PhD in Artistic Education, FBAUP; Master’s Degree/Bachelor’s Degree in Psychology; Specialist in Theatrical Representation; Specialist in Art Therapy and Body Approach; Specialist in Education; Specialist in Systemic Approach to the Family; Degree in Plastic Arts; and Degree in Theatre. Their interests include performance/crossings, auto/etno/photo/bio/graphy, memory, ancestry, popular culture, dissident bodies, decoloniality, loss/mourning, and mental health. They collaborated with Sintoma; the Association of Visual Expression and Communication Teachers; C3 – Célula de Resistência Educativa e Artística; the Laboratory of Creativity and Mental Health; and the Tuia de Artifícios Collective. Their latest creations: “Nad(i)a dizer ou O que faço das cinzas?” (Self-Mistake, DGArtes, 2022); “Santa Barba: Minha Língua na Tua” (DGArtes 2021/2022); “Palha Encantada: Arqueologia/Alegoria de um Espírito Esquecido” (Family Fest, Campus Paulo Cunha e Silva Artistic Residency, DGArtes, 2021/2022); “PIN DOR AMA: Primeira Lição” (Serralves Museum, Paulo Cunha e Silva Campus Technical Residency, DGArtes, Shuttlle, 2020/2022); “Jardinagem” (University of Coimbra, 2022); “Viva Brasil” (University of Coimbra, 2022); “Promessas” (Mostra de Aciones Performáticas 4X4, Jaén Museum, 2019); and Videolab Festival (Coimbra, 2018).

Georgia Quintas (Recife, 1973) is a writer, anthropologist, curator, teacher and researcher in the field of theory, philosophy and criticism of the photographic image. She has a PhD in Anthropology from the University of Salamanca (Spain), a post-doctorate in Communication and Semiotics from PUC-SP, a master’s degree in Anthropology from the Federal University of Pernambuco (UFPE) and a post-graduate degree in Art History from the Armando Álvares Penteado Foundation (FAAP/SP). Co-founder of the Olhavê publishing house. Author of the books “Jogos de aparência – Os retratos da aristocracia do açúcar” (2016), “Inquietações fotográficas – Narrativas poéticas e crítica visual” (2014), “Abismo da carne” (2014), “Olhavê Entrevista” (2012) and “Man Ray e a Imagem da Mulher – A vanguarda do olhar e das técnicas fotográficas” (2008).

Virgílio Ferreira (Porto, 1970) completed an MA in Photography at the University of Brighton (2012), a course in Cinematographic Photography at the International Film School in Cuba (2005), a course in Photography at the École des Arts et Metiers de L’image 21-Paris (1995) and at the Technical School of Photography in Porto (1992). His work has been exhibited in Europe, the Middle East, the United States and Southeast Asia, has been recognised with several awards and is represented in various public and private collections. Since 1998 he has been regularly publishing his projects in book form. He is the founder and director of Ci.CLO Photography Platform, artistic director of the Porto Photography Biennial Bienal and the Vivificar Programme, and co-curator and coordinator of the Sustentar Programme.

Jayne Dyer (Melbourne) is an Australian artist and art writer based in Lisbon and Porto. Her hybrid practice, which incorporates text, objects, photographic and moving image installations, navigates between perception and behaviour, rupture and repair. Her writing positions the arts within a socio-political framework. Her projects are supported by international art agencies and she has held residencies in Asia and Europe. She was co-artistic director of the Porto Photography Biennial for the 2023 edition and is a consultant for the Ci.CLO Photography Platform in Porto. She contributed to the Asia-Europe Foundation’s Green Guide, mapping cultural initiatives for environmental and social sustainability in Portugal (2019). In Porto, she created Atelier Bonfim (2020) and Atelier Campanha (2022), both visual arts laboratories that promote regenerative artistic actions.

Alexandra Balona (Porto, 1977) has a degree in Architecture and is an independent researcher and curator. She has a PhD from the European Graduate School & Lisbon Consortium and is a researcher at the Centre for Communication and Culture Studies of the Faculty of Human Sciences of the Portuguese Catholic University. She is a member of the RAMPA association and co-founder of PROSPECTIONS for Art, Education and Knowledge Production. She was co-curator of Metabolic Rifts (2017-2018), co-editor of Metabolic Rifts: Reader (2019) and An Untimely Book (2018). She is a member of the editorial board of the magazine Sinais de Cena, is a dance critic for the newspaper Público, and publishes in magazines such as Contemporânea and Art Press.

 

 

Free entry

*An event of the parallel programme of the exhibition “JOAQUIM – The Count of Ferreira and his legacy”, curated by Nuno Coelho.

**This exhibition is supported by Centre for Interdisciplinary Studies of the University of Coimbra (CEIS20) / Foundation for Science and Technology (FCT) and by Direção-Geral das Artes/ Ministério da Cultura. Rampa is funded by Direção-Geral das Artes/ Ministério da Cultura and Criatório / Porto City Council.

 

 


Conversa “Ecos Silenciados: Entre a memória e a censura”

Data

27 Jan 2024
Desde

Hora

16:00

Localização

Rampa Porto
Pátio do Bolhão 125 - Porto
Credito habitacao
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