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Créditos: Andreia Merca / CMPorto

Baluarte – Exposição de Arte Urbana

Programação da Baluarte – Exposição de Arte Urbana

inclui atividades para famílias, conferências e música

 

A primeira edição da Baluarte – Exposição de Arte Urbana faz do Monte Pedral a maior galeria a céu aberto com obras pensadas para estruturas de grandes dimensões, circuitos inusitados e sonhos do tamanho de uma parede de um grande quartel. Nos fins de semana de 16 de setembro a 1 e outubro, entre as 10 e as 19 horas, o festival oferece programas para toda a família, com workshops e oficinas, conferências, demonstrações e muita música para celebrar uma arte que, sendo urbana, é de todos. A entrada é gratuita.

 

Juntando, num único espaço, diferentes abordagens e visões, a iniciativa vai permitir acompanhar e visitar os novos trabalhos criados pelos artistas Dub, Mariana PTKS, Costah, MURA, Rafi die ErsteRasoalTomás FacioInês AriscaOaktreeHazulMrKasMynameisnotSEMGodmess e Mr Dheo.

O universo da chamada “arte urbana” encontrou, de há uns anos a esta parte, o seu espaço na cidade. Deixou de ser vista como transgressão para passar a ser um elemento que comunica com o local onde se instala, criando uma simbiose perfeita entre quem a vê, quem se surpreende e quem a constrói como elemento diferenciador numa cidade em constante mutação.

Após um conjunto de iniciativas desenvolvido, nos últimos anos, em vários locais da cidade, contribuindo para um verdadeiro Programa de Arte Urbana do Porto, com obras a serem apreciadas livremente em várias superfícies e locais, está agora na hora de se afirmar um grande festival que decorrerá, no Quartel de Monte Pedral, durante três fins de semana de setembro e outubro.

 

Programa Baluarte – Exposição de Arte Urbana

EXPOSIÇÃO

“Tudo Muda”, de Costah
Com esta pintura mural, Costah quer representar o tema da efemeridade.
Para isso, pintou o rosto de uma mulher jovem, com o barco de papel a
representar os sonhos e o pássaro como representação da liberdade. O
código QR aplicado na parede permite ao visitante, apontando a câmara
de um telemóvel para este código afixado no mural, ver o rosto da mesma
mulher, mas envelhecida, com o texto “Tudo se transforma”.

“Papoula – Um Olhar Botânico”, de Mura
O trabalho da artista questiona o fenómeno da “cegueira vegetal” que se
vive no mundo contemporâneo, alertando para a forma como se pode
reaprender a ver a natureza, com atenção, no meio da cidade, apreciá-la
e não apenas ver através dela e tratá-la como plano de fundo do nosso
quotidiano.

“Ascendente”, de Arisca
Uma reflexão sobre a genealogia e sobre o que é nosso, passando pelo
direito e pela justiça. A restituição do equilíbrio e reencontro através da
verdadeira essência da linhagem. A nossa vontade retratada numa
composição muito pessoal cuja intenção se revela muito mais ampla e com
a qual muitas e muitos de nós se identificam.

“From Dawn Till Dusk”, de MYNAMEISNOTSEM
Da noite para o dia e do dia para noite. Uma representação abstrata dos
ciclos solares e da repetição frenética da urbe, numa visão que muda
consoante a hora do dia, o prisma de visão e a forma como encaramos os
detalhes com que foi pensada a obra.

“José Alves 1941”, de MR Kas
Para a criação desta pintura mural, foi utilizada a imagem de uma figura
emblemática da cidade do Porto: o senhor José Alves. Ele vende batatas
fritas há mais de 40 anos, na Foz do Porto, fá-lo com mestria. Pintar este
mural fez com que o autor revivesse muitas memórias da sua infância,
bem como a essência da cidade e, com certeza, as memórias de muitas
pessoas que por ali passaram ou passam, em momentos de lazer.
“Paisaje de mis pagos” (Paisagens do meu lugar), de Facio
A composição aborda, assim como a maioria das pinturas, uma temática
profundamente folclórica. O artista interessa-se pela procura de eventuais
relações entre imagens e objetos, a sua simbologia, caráter ancestral e,
por sua vez, atemporal. Os distintos elementos acompanham a identidade
de um povo.

“A mulher, a Raposa e o Cavalo”, de Rafi Die Erste
Visualmente, a partir de uma pintura equestre (1896) da Rainha D. Amélia
de Portugal e inspirada no livro “The Boy, The Mole, The Fox and The
Horse” (Charlie Mackesy), a autora criou um poema visual, onde
entrelaçado com as memórias do lugar, foram bordados as suas próprias
memórias e o seu posicionamento no mundo. Rafi considera que a
harmonia do todo está diretamente relacionada com a harmonia entre
todas as suas partes.

“Arraial no Pátio”, de Oaktree
Em noite de brisa quente, há alegria, ritmo e entidades misteriosas que
dançam no pátio interno. Quem são? Mas será que importa mesmo saber?
O mistério apodera-se do mistério e envolve-se ainda mais num mistério
sem fim à vista.

“Jardim do Mal”, de DUB
Esta é uma metáfora para a decadência social, representando a
decadência da moral e dos valores. Num mundo onde a indulgência e o
excesso são celebrados, onde a criatividade e o progresso estão
estagnados e onde a poluição ameaças nossa própria existência, é difícil
imaginar um futuro brilhante e próspero.

“Barca Solar”, de Hazul
A barca atravessa as águas e enfrenta o desconhecido em busca da
ordem e do porto seguro, numa espécie de viagem iniciática. De onde
vem? E para onde vai? Sem destino? Sem morada?

“Safe Crash”, de Godmess
Esta é uma instalação arte in situ que pretende recriar materiais e objetos
encontrados, perspetivando a destruição do lugar onde se insere através
da mutação da obra e do espaço ao seu redor. O verbo inglês “to crash”
significa quebrar, partir ou falhar.

“Camélia”, de MR DHEO
No muro a representação da mulher e da cidade numa alusão à
contemporaneidade multicultural, reflexo da própria Invicta, célebre pela
sua hospitalidade e generosidade das suas gentes que se cruza com a
multiplicidade de sabores e saberes.

“Gradação #9”, de Mariana Ptks
Um olhar sobre a paisagem das serras que envolvem a cidade do Porto,
utilizando diversas paletas de cor, de modo a realizar diferentes
interpretações plásticas.

“RE-FORM/01”, de RA.SO.AL
Narrativas cromáticas sobre fachada com espaços negativos, onde o que
parece nem sempre é e o que está nem sempre tem uma leitura muito
direta do que se pretende.

VISITAS GUIADAS
Por João Kendall
16, 17, 23, 24, 30 SET e 1 OUT | 11 horas
17, 23, 24, 30 SET e 1 OUT | 16 horas

 

CONVERSAS | 15 horas
Aos sábados à tarde, a Baluarte convida os visitantes a assistir às
conversas sobre e para a Arte. Durante cerca de uma hora, haverá tempo
e descontração para abordar temas tão variados como a Arte no Feminino,
mostrar a visão de quem programa e produz Arte Urbana e abrir a
discussão sobre o que liga as cidades, a Arte Urbana e o Direito.

 

OFICINAS | Das 10h30 às 12h30
 17 set
– “Composição Abstrata” do artista Mynameisnotsem
– oficina de ilustração a cargo de DUB
 23 set
– workshop de paste up / colagem por Arisca
 24 set
– oficina de lettering por Seka
 30 set
– “Pintura Botânica” da artista Mura
 1 out
– iniciação à técnica da pintura com spray, a cargo de Mariana Ptks

 

DJ SET | Das 15 às 19 horas
Foram convidados os produtores e DJ’s Earl (dia 16) e Bent (17), para
animarem o primeiro fim de semana. Nos fins de semana seguintes há um
DJ Set de Matilde Castro (23) e Nuno di Rosso (24), fechando a 30 com
Xico Ferrão e a 1 de outubro com o projeto Ohxala.

 

A participação nas visitas guiadas e nas oficinas é limitada a 25 pessoas.
As inscrições são consideradas por ordem de chegada.

Fotografia Créditos: Andreia Merca / CMPorto

Baluarte – Exposição de Arte Urbana

Data

16 Set 2023 - 01 Out 2023
Desde

Hora

10:00 - 19:00

Localização

Quartel Monte Pedral
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