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Este fim de semana · Guindais · Entrada gratuita
Uma casa inacabada nos Guindais transforma-se em galeria por apenas três dias

Arte contemporânea, fotografia, design, performances e concertos ocupam seis divisões de uma estrutura ainda por terminar nas Escadas dos Guindais. A CASA — ALAVANCA acontece de 28 a 30 de agosto e é gratuita.

Por Miguel Aguiar 28 de agosto de 2026 Porto
CASA ALAVANCA nas Escadas dos Guindais, no Porto

Há uma casa nas Escadas dos Guindais que ainda não chegou verdadeiramente a ser casa. Durante apenas três dias, esse estado inacabado torna-se precisamente a matéria de uma experiência cultural que junta mais de 15 artistas e projetos, música, instalações, fotografia, escultura, design e performance no coração do Porto.

Chama-se CASA — ALAVANCA e começa hoje, 28 de agosto, prolongando-se por sábado e domingo, dias 29 e 30.

O espaço, localizado nos números 17-19 das Escadas dos Guindais, estará aberto diariamente entre as 17h00 e as 21h00. A entrada é gratuita e a exposição coletiva pode ser visitada durante toda a tarde e início da noite.

3 dias 28, 29 e 30 de agosto de 2026
6 divisões A casa é ocupada por trabalhos, intervenções e som
+15 Artistas e projetos apresentados
Grátis Entrada livre durante todo o fim de semana
Começa hoje

Das 17h00 às 21h00, uma “pré-casa” dos Guindais deixa de ser apenas arquitetura

Durante três tardes, artistas e público ocupam uma estrutura inacabada e transformam-na temporariamente num espaço expositivo, de encontro e criação. Todos os dias há exposição coletiva e dois momentos principais com horário anunciado.

Programa completo da CASA — ALAVANCA

A programação distribui-se pelas três tardes. A casa abre às 17h00 e encerra às 21h00, mantendo a exposição coletiva acessível durante todo o período.

28 de agosto Sexta-feira
17h00
Abertura da CASA Exposição coletiva acessível durante toda a tarde.
17h30
Quarto Mundo Primeiro momento com horário definido na programação de sexta-feira.
19h00
Leonardo Polita Performance que trabalha a relação entre som e imagem em movimento.
Durante a tarde
Frederica Vieira Campos Performance confirmada para 28 de agosto. O programa público não indica uma hora específica.
Até 21h00
Exposição coletiva Obras e intervenções distribuídas pelas diferentes divisões.
29 de agosto Sábado
17h00
Abertura Exposição coletiva durante toda a tarde.
17h30
Pedro Petiz Primeiro momento da programação com horário definido para sábado.
19h00
Guilherme Sota — lançamento de álbum Apresentação anunciada como lançamento de álbum.
Durante a tarde
Vertigo Exposição e performance confirmadas para 29 de agosto. Não foi publicada uma hora específica para a performance.
Até 21h00
Exposição coletiva Visita livre às diferentes áreas ocupadas da CASA.
30 de agosto Domingo
17h00
Abertura Último dia da exposição coletiva.
17h30
Polyester: Lina + Louis A editora e plataforma portuense ocupa o primeiro momento programado de domingo.
19h00
Vile Karimi Performance incluída na programação do último dia.
Até 21h00
Exposição coletiva Última oportunidade para percorrer as seis divisões da CASA.

Nota sobre os horários: a programação oficial apresenta horas específicas para Quarto Mundo, Leonardo Polita, Pedro Petiz, Guilherme Sota, Polyester: Lina + Louis e Vile Karimi. As performances de Frederica Vieira Campos e Vertigo estão confirmadas para os respetivos dias, mas sem hora individual anunciada.

Uma casa que ainda não chegou a ser casa

A proposta da ALAVANCA começa precisamente no estado do edifício.

Há uma estrutura física, paredes e divisões, mas ainda não existe verdadeiramente aquilo que normalmente associamos à ideia de habitar: presença continuada, relações, objetos pessoais, encontros e memórias.

Durante três dias, artistas e visitantes entram nesse intervalo. A estrutura deixa temporariamente de ser apenas uma construção e começa a acumular outras camadas através das obras, do som, das pessoas e das relações estabelecidas no espaço.

O conceito A casa está construída o suficiente para existir, mas inacabada o suficiente para ainda poder tornar-se outra coisa.

É esse estado intermédio que distingue a CASA de uma exposição instalada numa galeria tradicional.

As paredes, a erosão, as superfícies e as próprias divisões deixam de funcionar apenas como cenário. Tornam-se parte da leitura das obras apresentadas.

Mais de 15 artistas e projetos espalhados por seis divisões

Para além das atuações com horário definido, a CASA reúne uma exposição coletiva extensa, atravessando pintura, escultura, instalação, fotografia, imagem impressa, design e práticas sonoras.

Exposição

Ana Cristina Leite

Trabalha entre pintura, escultura e instalação, reunindo superfícies lacadas, espelhos negros e fragmentos moldados do corpo.

Exposição + performance

Vertigo

Plataforma nómada situada entre arte e rave, cruzando festas, serigrafia ao vivo, cozinha coletiva e uma identidade gráfica muito marcada.

Exposição

Manuel Tainha

A pintura trabalha camadas, superfícies terrosas, brancos velados e negros minerais, incorporando ideias de poeira, humidade, erosão e passagem do tempo.

Escultura

Mathilde Albouy

Trabalha escultura em metal negro, utilizando a linha quase como desenho tridimensional no espaço.

Som + performance

Polyester

Editora sediada no Porto, ativa entre edição sonora e organização de eventos, colocando o som também como ferramenta de encontro.

Design

Galeria Antítese — Objects of Desire

Seleção de mobiliário e iluminação colecionáveis das décadas de 1980, 1990 e 2000, olhando para o objeto doméstico como documento de uma época.

Performance

Frederica Vieira Campos

Harpista e performer radicada no Porto que combina harpa, eletrónica e movimento, retirando o instrumento clássico dos contextos mais convencionais.

Desenho + performance

Vile Karimi

Cruza desenho e imagem impressa com um vocabulário visual ligado ao corpo, coração, sangue, anjos, fotocópia e diário.

Fotografia

Paula Yubero

Fotógrafa entre Madrid e Porto, trabalhando retrato, pele, luz interior, corpo, intimidade e ambiente doméstico.

Impressão

Contemplate

Projeto dedicado à serigrafia, edições impressas e fotografia, com particular atenção à relação entre arte e interior doméstico.

Som + imagem

Leonardo Polita

Trabalha entre som e imagem em movimento, reunindo teclados, arquivo de vídeo e superfícies digitais degradadas.

Fotografia

Ricardo Sousa Nunes

Trabalha natureza-morta e retrato, compondo flores, vidro e tecidos com referências à tradição da pintura de género.

Instalação

Pedro Ventura

Move-se entre instalação, objeto e escrita, utilizando também o próprio espaço expositivo como matéria do trabalho.

Escultura

Filipe Fangueiro

Escultor e diretor criativo que utiliza frequentemente o vermelho enquanto matéria orgânica e cruza prática de estúdio, imagem editorial e encenação.

Design

Ines Mena

Diretora de arte entre Paris e Porto, desenvolve também mobiliário em materiais como nogueira, alumínio e vidro.

Outros nomes presentes na exposição coletiva

O programa oficial identifica ainda vários participantes sem uma descrição individual publicada na página do projeto. Mantemos por isso apenas os nomes, sem acrescentar informação não confirmada.

Beatriz Santos
Fernando Pimenta
Taddeo Reinhardt
Quarto Mundo
Pedro Petiz
Guilherme Sota
Lina + Louis

Arte e vida doméstica encontram-se nos Guindais

CASA

Quando uma estrutura física começa a tornar-se um lugar

O projeto parte de duas formas de compreender uma casa: enquanto arquitetura e enquanto espaço afetivo.

A arquitetura cria paredes e divisões. Habitar introduz presença, memória e relações. A CASA ocupa deliberadamente o momento que existe entre esses dois estados.

Durante apenas três dias, o edifício passa a ser habitado por artistas, visitantes, som, objetos e imagens — antes de voltar a mudar novamente.

Uma proposta diferente para este fim de semana no Porto

A localização ajuda a tornar o projeto especialmente curioso. Os Guindais são um dos territórios mais particulares do centro histórico, numa encosta que liga a zona da Batalha e de São Bento à Ribeira e ao Douro.

Em vez de ocupar uma galeria estabelecida, a ALAVANCA utiliza precisamente uma estrutura que normalmente não faria parte do circuito cultural.

Quem entrar não vai encontrar apenas obras penduradas em paredes neutras. Vai encontrar trabalhos distribuídos por divisões de uma casa inacabada, dialogando com materiais, superfícies, proporções e marcas já existentes.

Para quem procura o que fazer este fim de semana no Porto , a CASA tem ainda uma vantagem importante: não é necessário comprar bilhete.

72 horas apenas Na segunda-feira já terá terminado: a natureza temporária é parte da própria experiência.

Entrada gratuita e exposição aberta durante as três tardes

Não é necessário escolher apenas um concerto para visitar a CASA. A exposição coletiva decorre durante todo o período de abertura, entre as 17h00 e as 21h00.

Isso permite chegar antes das atuações, percorrer as seis divisões e permanecer no espaço para acompanhar os diferentes momentos da programação.

Também pode consultar outras propostas de eventos gratuitos no Porto e a programação atual de exposições no Porto .

CASA — ALAVANCA: informação essencial

Evento CASA — ALAVANCA
Datas 28, 29 e 30 de agosto de 2026
Horário 17h00–21h00
Local CASA
Morada Escadas dos Guindais, 17-19 — Porto
Entrada Gratuita
Espaço Seis divisões
Programa Exposição coletiva, música e performances

Programa oficial da CASA

O projeto disponibiliza online a programação e informação individual sobre vários dos artistas participantes.

Perguntas frequentes

Quando acontece a CASA — ALAVANCA?

Nos dias 28, 29 e 30 de agosto de 2026. O espaço abre diariamente das 17h00 às 21h00.

Onde fica?

Nas Escadas dos Guindais, números 17-19, no Porto.

É preciso comprar bilhete?

Não. A entrada anunciada pela organização é gratuita.

A exposição pode ser visitada durante toda a tarde?

Sim. A exposição coletiva decorre durante todo o período de abertura, entre as 17h00 e as 21h00.

Que concertos há na sexta-feira?

A programação de 28 de agosto apresenta Quarto Mundo às 17h30 e Leonardo Polita às 19h00. Frederica Vieira Campos tem igualmente uma performance anunciada para esse dia, mas sem horário individual publicado.

O que acontece no sábado?

Pedro Petiz atua às 17h30 e Guilherme Sota apresenta um lançamento de álbum às 19h00. Vertigo participa ainda com exposição e performance.

E no domingo?

O último dia recebe Polyester: Lina + Louis às 17h30 e Vile Karimi às 19h00, além da exposição coletiva.

Quantos artistas participam?

A página oficial anuncia mais de 15 artistas e projetos distribuídos por seis divisões.

Talvez a parte mais interessante da CASA seja precisamente o facto de não tentar esconder que o edifício está inacabado. Pelo contrário: transforma esse estado numa condição para a exposição.

Durante três dias, o que ainda não chegou a ser uma casa torna-se galeria, sala de concertos, espaço de performance e lugar de encontro. Depois, a ocupação termina — e ficam as marcas, as imagens e as memórias de quem passou pelos Guindais.

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