Tudo sobre o Barco Rabelo

A história, a origem do nome e a sua construção passo a passo.

Tudo sobre o Barco Rabelo

Muito antes de haver estradas e até ligações ferroviárias, as Quintas produtoras do precioso Vinho do Porto estavam apenas acessíveis através do Rio Douro. Mas, naquela época, o Rio Douro não era o rio sereno que hoje conhecemos. Ao contrário. Este era um rio revolto e tempestuoso, com uma corrente tão turbulenta quanto imprevisível. Só nos anos 70 com a construção das barragens é que as águas do Douro acalmaram.

E foi neste contexto que surgiram os Barcos Rabelos. De madeira e tripulados por homens sem medo, rompiam as águas revoltas do Douro, carregados de pipas com Vinho do Porto, para este envelhecer nas Caves de Vila Nova de Gaia e, posteriormente, dali sair para o mundo.

O Barco Rabelo é uma obra prima da época. Com dimensões compreendidas entre os 19 e os 23 metros, era erguido através de tábuas sobrepostas, com um fundo chato e vela quadrada. Em média, era possível transportar em cada barco até 100 barris de Vinho do Porto. E a tripulação aventureira desempenhava, também, um papel fundamental: constituída normalmente por 12 homens, eram eles que faziam a diferença quando o barco era apanhado na corrente enfurecida das águas do Rio Douro. Aqueles marinheiros, homens de coragem, davam nomes religiosos aos seus barcos numa prova de fé que, assim, confiavam os levariam a porto seguro. Na maior parte das vezes, chegaram incólumes à Invicta, mas muita gente lá perdeu a vida, como o tão conhecido Barão de Forrester.

ARQUITECTURA DO RABELO

Este importante documentário retrata passo a passo a construção de um Barco Rabelo do inicio ao fim. Correspondendo à última oportunidade de fixar imagens para o futuro, de uma tradição hoje perdida, a construção de um barco rabelo por um dos últimos mestres calafates do rio e alguns artífices que com eles trabalharam.

história do barco rabelo
Reproduzir vídeo

A «Arquitectura do Rabelo» é o título de um estudo do prof. arquitecto Octávio Lixa Filgueiras, que serviu como roteiro para um filme documentário produzido em 1991 por José Monteiro e realizado por Vítor Bilhete.  O processo decorreu em absoluto respeito pelo método nórdico de carpintaria naval, ou seja, a formação do casco antes da montagem das cavernas. Sem máquinas e sem moldes, as formas foram obtidas a partir de medidas básicas tradicionais, o gosto do artista e a prática de muitas gerações. As filmagens decorreram entre Junho e Agosto de 1991, em vídeo e em película de 35mm. Infelizmente não houve capacidade financeira para a montagem da versão cinematográfica, que se mantém em negativo.

A origem do nome Rabelo foi devido a ter em vez de leme uma grande espadela em forma de Rabo e assim lhe foi atribuído o nome de Rabelo. Um barco anterior Séc. XII com uma vela só exactamente como os barcos gregos.

Actualmente, a sua actividade é diferente, sendo utilizados para passeios no rio Douro.

Nomenclatura

Adriça – corda que passa por uma roldana presa ao mastro e com que iça a vela
Apegadas – castelo de comando; ponte do arrais
Arrais – proprietário do barco
Bambinelas – cortinas que se prendem na parte posterior da apegada
Batedouro – pá de madeira, de uma só peça, usada para tirar a água do fundo do barco
Bicheiro – pau terminado por um gancho de ferro para ajudar à manobra de atracar
Bordados – tábuas que rematam as amuradas do barco
Cabaço – baldes
Cabrestos – cordas que se prendem aos tornos da espadela
Cabritos – pedra nas margens, por onde costumam passar as sirgas e os cabos de arame, em sulcos e ranhuras especiais
Casco – pipa
Childeira da ré – depósito de víveres aberto sob o fundo do barco e ao qual se desce, por vezes, por um alçapão
Chumaceira – pedaço de madeira na qual se prende o parafuso onde gira a espadela
Coqueiro – é o espaço abrigado situado à pôpa do barco
Espadela – leme
Estamão – banco atravessado pelo mastro
Feitor da espadela – o mestre
Feitor da proa – cargo imediato ao do mestre
Ouças – paus onde se apoiam as pás para remar
Parafuso – eixo no qual gira a espadela
Pás – remos
Ponteador – marinheiro que vai às pás
Pote – nome da panela de ferro de 3 pés
Rabelo – nome do barco derivado de ser um barco de rabo ou cauda
Sagre – fundo do barco
Tábua do pão – prateleira dentro do coqueiro onde se guarda o pão
Traste – tábua onde se firma o mastro
Verdugos – paus que resguardam a borda e onde assentam os bordados
Verga – vara que sustenta a Vela
Volta da estameira – nó usado para dentro do barco

Tudo sobre o Barco Rabelo

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